Ricardo Stuckert/Divulgação
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'Reduzimos a inflação deixada por FHC', diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na tarde desta terça-feira, 22, a política econômica adotada pelo governo Dilma Rousseff e rebateu as críticas feitas pelo seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. "Quando ele deixou a Presidência, nós pegamos uma inflação de 12,5%. Estabelecemos a meta de 4,5% e cumprimos. Ou seja, é plenamente possível manter (a meta) 12 anos, como nós mantemos", disse, após participar de palestra para químicos, em Praia Grande (SP).

CARLA ARAÚJO, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

22 de julho de 2014 | 14h37

Em entrevista ao jornal chileno La Tercera, FHC disse que a atual situação econômica do Brasil "dá novas e melhores oportunidades para a oposição", referindo-se às eleições de outubro. Ele mencionou como "oportunidades" o aumento da inflação, a piora das contas externas e das contas públicas e a perda de confiança dos agentes econômicos no governo. "O povo sente um mal-estar palpável em sua vida cotidiana", afirmou.

Para Lula, no entanto, essa bandeira da oposição não terá sucesso. "Eu estou muito tranquilo com relação ao futuro do crescimento do Brasil", disse. De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, a previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 recuou de 1,05% para 0,97%. Foi a oitava vez consecutiva que o mercado revisou o número para baixo.

Segundo o ex-presidente, o baixo crescimento do PIB é explicado por "dois problemas". "Temos uma crise mundial e que fez com que o comércio do mundo diminuísse", afirmou. Lula disse que a segunda razão é "um problema de investimento interno". Ele ponderou que neste caso já há soluções, já que as obras foram anunciadas. "Já tem bilhões de reais colocados para infraestrutura. Essas obras estão sendo preparadas, canteiros de obras estão sendo preparados", afirmou.

Lula destacou ainda que a Petrobras também trabalha para acelerar o crescimento do País. "A Petrobras está agora pegando no breu, para poder largar em busca de atingir 4 milhões de barris por dia."

Aécio.

Questionado sobre as denúncias envolvendo o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, Lula esquivou-se e disse que "não comenta denúncia". "Denúncia tem que ter um processo de investigação para saber se tem procedência ou não", disse. "A denúncia foi feita, mas agora precisa ser investigada."

Sobre o desempenho da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral, Lula disse que a campanha "vai começar agora e ela vai crescer (nas pesquisas)". Ao pedir votos para Dilma, Lula pediu aos trabalhadores que mantenham a crença na política econômica do governo.

"Queria que vocês levassem isso em conta para que a gente não sofresse nenhum revés, para que continuasse com esse País sóbrio, maduro, com dificuldades na economia por conta de uma crise que está demorando", afirmou.

Lula participou na manhã desta terça de uma palestra no 8º Congresso da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), no município do litoral. Depois do evento, o ex-presidente almoçou com prefeitos da baixada santista.

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