Redução de taxa dos EUA sobre etanol é crucial, diz Gabrielli

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, descartou na segunda-feira, 5, a viabilidade de firmar grandes contratos de exportação de álcool para os EUA enquanto a tarifa de importação americana permanecer no nível atual. "É praticamente impossível fazer negócio com a taxação de US$ 0,54 por galão", afirmou. Cada galão equivale a 3,78 litros.Em entrevista após assinar convênio para o setor de biocombustíveis com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Gabrielli elogiou a ofensiva do governo americano para difundir a produção de etanol pela América Central. "O mercado de etanol ainda está começando. Para ser um mercado consolidado, é preciso que existam investidores, para que haja mais produtores em diversas partes do mundo", disse. A Petrobras deve investir até US$ 5 bilhões para exportar 3,5 bilhões de litros em 2011. Mais de 90% desse volume será exportado para o Japão. O interesse dos japoneses pelos biocombustíveis pode até levá-los a participar da Comissão Hemisférica de Bioenergia, projeto internacional de fomento ao investimento privado em energia renovável.O ex-ministro Roberto Rodrigues, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), informou que o ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi foi convidado e se mostrou bastante interessado, embora formalmente ainda não tenha aceitado o convite.TarifasA alteração de tarifas, que o presidente Lula pode pedir ao presidente Bush no Brasil, não deve ocorrer no curto prazo, acredita Marcos Jank, presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).Para ele, a questão não faz parte dos temas que Bush pretende tratar. "Por uma razão simples: é assunto que cabe ao Congresso", disse Jank, que na segunda-feira participou de um seminário da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.No interior paulista, a visita de Bush tem movimentado os negócios. A Feicana/Feibio 2007, aberta nesta terça-feira, 6, em Araçatuba, espera girar R$ 750 milhões. "Só no Oeste Paulista haverá 30 novas usinas", diz o organizador Flávio Nasser.(Colaboraram Nicola Pamplona, Marcelo Rehder e Chico Siqueira)

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