Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Redução de ministérios não atrapalha relações do governo com base aliada, diz ministro

Segundo Miguel Rossetto, partidos e lideranças políticas vão participar de discussões sobre a reforma, que deverá trazer maior eficiência ao Planalto

Álvaro Campos, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 11h26

São Paulo - O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, afirmou que a reforma administrativa anunciada pelo governo nessa segunda-feira, 24, que prevê a redução de até dez ministérios, não vai prejudicar as relações com a base aliada. Pelo contrário. Segundo ele, a ideia é dar mais eficiência para o Planalto.

"(A reforma) Oferece ao País maior capacidade de trabalho e eficiência administrativa. Queremos qualificar as políticas públicas e ter uma estrutura austera de governo. Não existe governo mínimo ou máximo, existe governo necessário, austero e eficiente", afirmou após participar de reunião na sede da Força Sindical. Ele acrescentou que partidos e lideranças políticas vão participar dessas discussões e a que expectativa é positiva.

Questionado sobre se a sua própria pasta seria uma das que podem ser eliminadas, como noticiou ontem o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, com base em fontes do governo, Rossetto reforçou que "não há discussão neste momento sobre quais ministérios serão eliminados". "Todos os ministérios estão sob avaliação, o que é positivo", afirmou.

Em relação às declarações feitas ontem pela presidente Dilma Rousseff, de que o governo pode ter demorado em reconhecer a extensão da crise econômicahttp://politica.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-diz-que-corte-de-ministerios-vai-atingir-1-mil-cargos-de-confianca,1749823, o ministro disse que a afirmação foi mal interpretada. "O que ela disse é que estamos vendo agora o tamanho da instabilidade da economia internacional, a instabilidade da China. São coisas que começaram no segundo semestre do ano passado e foram se acumulando. O que ela disse é que era pouco esperado que o petróleo saísse de US$ 100 para US$ 45 o barril", contemporizou.

Rossetto afirmou ainda que o governo está acompanhando a situação e tomando todas as medidas para proteger a economia brasileira. Nesse sentido, salientou a implementação do fórum sobre previdência, emprego e renda, prevista para o dia 2 de setembro. Além das centrais sindicais, também devem participar entidades empresariais. "Nós vamos discutir políticas públicas para incentivar a geração de empregos e preservar a Previdência, que é um patrimônio dos trabalhadores".

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