Globo/Raquel Cunha
Globo/Raquel Cunha

Redes sociais se dividem quanto à candidatura de Luciano Huck

Apresentador tem 17 milhões de seguidores no Facebook, mas ainda é incerto se prestígio como artista o acompanharia na política

Gilberto Amendola e Cecilia do Lago, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2017 | 05h00

A página de Luciano Huck no Facebook tem 17 milhões de seguidores, pelo menos três vezes mais do que o presidenciável mais bem posicionado nesse quesito: Jair Bolsonaro, que reúne pouco menos de 5 milhões. Nos últimos meses, a plataforma, que serve basicamente para o apresentador “esquentar” as atrações de seu programa semanal, tornou-se uma tribuna para os fãs se manifestarem sobre a suposta candidatura de Huck. 

A surpresa é o tom das interações: “Fiquei triste quando soube que você iria entrar na política. Não faz isso com você, não! Você é um cara dez. Não só eu, mas milhões de Brasileiros te admiram, gostam de você e da sua família. Se você fizer isso, vai perder o respeito das pessoas”, escreveu Glaucia Abreu.

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A expectativa é que o apresentador confirme hoje o que escreveu em seu Facebook em 18 de outubro, quando dizia não ser candidato. “NÃO estou me lançando a nada, escrevi claramente: reafirmo que continuo achando que de onde estou, fora do dia a dia da política, minha contribuição pode ser mais efetiva e relevante.” 

Nessa publicação, seus seguidores foram contundentes em relação à hipótese do ídolo entrar para a política: “Você faz muito mais pelo Brasil do que qualquer político. Não se misture. Você não precisa disso. Te admiro muito. Continue assim como você é”, escreveu a internauta Solange Coimbra. “Com o poder econômico que você tem, acredito que pode fazer muito, sem sujar seu nome nesta política fétida, que é a brasileira”, comentou Luciana Vanderlei. 

Na ocasião, seguidores críticos à hipótese de uma candidatura lembraram que o apresentador tinha (ou teve) ligações com partidos tradicionais e manchados pela chamada “velha política”. Joseana de Silva, por exemplo, escreveu: “Sabemos perfeitamente das suas articulações, com pesquisas, marqueteiros e principalmente com o DEM”.

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A suposta amizade de Luciano Huck com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e com o empresário Joesley Batista (proprietário da JBS) também foram ressaltadas – inclusive com fotos do apresentador ao lado dos dois.

Na rede. A vantagem numérica de Huck no Facebook em relação a outros presidenciáveis pode ser explicado pelo tempo do apresentador nas redes. Em 2012, ele já tinha 12 milhões de seguidores no Facebook. Antes disso, em 2009, foi o primeiro brasileiro a atingir a marca de 1 milhão de seguidores no Twitter. 

Políticos mais tradicionais descobriram a importância das redes sociais mais recentemente. Apenas em 2014, presidenciáveis como Jair Bolsonaro (5 milhões de seguidores), Luiz Inácio Lula da Silva (3 milhões) e Marina Silva (2 milhões) consolidaram-se como presenças no Facebook. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, por exemplo, só passou a investir em uma comunicação digital mais efetiva nesse ano – e sua página conta com aproximadamente 800 mil seguidores.

Apesar de ter menos seguidores do que Huck, Bolsonaro interage mais com os internautas. O fato de se envolver em muitas polêmicas tem como consequência uma interatividade maior. Amor e ódio na internet rendem cliques.

Já no caso de Huck, o sucesso é maior com posts que mostram os bastidores do seu programa de TV ou cenas familiares – como uma foto, postada recentemente, de seu casamento com a também apresentadora da Rede Globo Angélica. A publicação teve mais de 163 mil curtidas.

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