Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Rede de Marina patina na estreia eleitoral

Em apenas uma capital candidato do partido aparece na dianteira; em outras 9, filiados da legenda oscilam entre traço e 4% nas pesquisas

Pedro Venceslau, Guilherme Duarte e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2016 | 18h59

Em sua primeira disputa eleitoral, a Rede Sustentabilidade, legenda criada há um ano pela ex-ministra Marina Silva, não conseguiu se apresentar para o eleitor como uma terceira via diante da polarização entre petistas e aliados do presidente Michel Temer, incluindo o PSDB. Apesar do bom desempenho de Marina nas últimas duas eleições presidenciais, seu partido apresenta até agora uma performance pouco significativa em quase todas as capitais onde disputa a prefeitura como cabeça de chapa. 

Segundo levantamento do Estadão Dados com pesquisas registradas no TSE, apenas um nome da sigla aparece com chance de vitória. Trata-se do atual prefeito de Macapá, Clecio Luís, que em março deixou o PSOL e migrou para a Rede.

Na mais recente pesquisa Ibope, divulgada no dia 15, ele apareceu na liderança com 27% das intenções de voto. Nas demais nove capitais, a Rede oscila entre traço e 4% nos levantamentos. Os casos mais dramáticos são os de São Paulo e Rio, onde o partido esperava estar entre as candidaturas competitivas.

Apesar da presença constante de Marina no (brevíssimo) horário eleitoral do partido, Ricardo Young, candidato a prefeito de São Paulo, registrou menos de 1% na última pesquisa Datafolha. Em 2010, quando estava no PV, ele ficou em 4.º lugar na disputa por uma vaga no Senado com 4.117.634 votos (11,2% dos válidos). Já o deputado federal Alessandro Molon, que deixou o PT em setembro de 2015, após 18 anos de filiação, está em uma situação um pouco melhor, com 2% na capital fluminense.

Tour. Pré-candidata à Presidência em 2018, Marina já visitou 42 cidades de 18 Estados durante a campanha para tentar alavancar os candidatos da Rede. Em sua primeira experiência eleitoral, o partido lançou 154 candidatos a prefeito e está presente em 820 cidades. 

Apesar do esforço, os candidatos não conseguiram montar palanques fortes e têm, na maioria dos casos, pouco mais de dez segundos no horário eleitoral. 

Em São Paulo, Young fez um apelo dramático por WhatsApp aos simpatizantes da Rede. “Já temos contratado R$ 630 mil em despesas. Tivemos que congelar qualquer contratação adicional bem agora na reta final pois captamos R$ 308 mil.”

Porta-voz da Rede, José Gustavo Barbosa da Silva minimiza os problemas da atual campanha. “Fizemos um ano de idade na quinta. Nesse período trabalhamos a formação do partido. A ideia era lançar candidaturas programáticas”, disse ele. 

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