Recusa do PSDB à CPMF 'não é o fim do mundo', diz líder

Romero Jucá diz que o governo ainda acredita em retomada do diálogo com os tucanos sobre a prorrogação

CIDA FONTES, Agencia Estado

06 de novembro de 2007 | 20h24

"Não é o fim do mundo". Assim reagiu o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), à decisão do PSDB de recusar o acordo para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Apesar da posição da bancada tucana, o governo ainda acredita em retomada do diálogo. "O entendimento não acabou e confiamos no espírito público do PSDB."       Veja também:    Entenda como é a cobrança da CPMF  Veja a proposta do governo sobre a CPMF apresentada ao PSDB PSDB recusa proposta do governo de isentar CPMF até R$4.340 PSDB só negocia se desoneração for de R$ 10 bilhões Para Mantega, posição do PSDB não é definitiva Os governadores do PSDB reagiram negativamente à decisão, pois temem retaliações do governo federal e instabilidade com eventual falta de recursos para tocar os investimentos nos Estados. Na reunião hoje com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os senadores do PSDB ouviram uma ponderação: se o partido fechar questão contra a CPMF o governo pode perder na votação da emenda, o que significa abrir mão de R$ 40 bilhões com repercussões nos Estados e municípios.O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que se reuniram com Mantega, votaram em favor da continuidade das negociações. Os dois receberam o apoio dos senadores Eduardo Azeredo (PMDB-MG) e Lúcia Vânia (PSDB-GO). Como não houve fechamento de questão, já que isso só pode acontecer em reunião da Executiva Nacional que não está marcada, os governistas esperam conquistar votos individuais.

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