Recursos do 'Deltaduto' voltam para as empresas em forma de contrato

'Quando a doação é por dentro, o administrador não tem como não contratar a empresa', disse o deputado Edinho Araújo

João Domingos,

19 de abril de 2012 | 12h24

Brasília, 19 - A revelação de existência de um "deltaduto", conforme reportagem do Estado de S.Paulo desta quinta-feira, está levando parlamentares a acreditarem em financiamento público de campanha. Na opinião do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), no fundo, esses recursos que as empresas ligadas à Delta Construções doaram para campanhas políticas acabam sendo dinheiro público porque a empresa faz a doação e depois recebe de volta muito mais do que foi doado em forma de contratos. "Quando a doação é por dentro (caixa 1), o administrador não tem como não contratar a empresa", disse Araújo.

Para o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP), um dos resultados da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai apurar o envolvimento de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados será a descoberta de que houve muito esse tipo de manobra. Com isso, ficará mais fácil, numa futura reforma política aprovar o financiamento público de campanha.

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