Gabriel Lordello/Estadão
Gabriel Lordello/Estadão

Recuperação fiscal do Espírito Santo vira livro escrito por governador

Paulo Hartung lança virtualmente nesta quinta-feira publicação na qual conta como transformou déficit em superávit no período de um ano

Carla Bridi, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2018 | 22h11

No fim do seu terceiro mandato como governador do Espírito Santo, o ex-emedebista Paulo Hartung (sem-partido) lança virtualmente nesta quinta-feira, 13, o livro Espírito Santo – Como o governo capixaba enfrentou a crise, reconquistou o equilíbrio fiscal e inovou em políticas sociais. A obra, disponível desde o dia 11, já é a mais vendida na plataforma da Amazon na categoria Finanças Públicas. 

"Acho que o livro é útil para quem está começando uma administração agora e é útil para a sociedade, que continua lutando para que o imposto que ela paga retorne, e ela perceba a melhoria da vida nas cidades, estados e do País como um todo", afirmou em entrevista ao Estado

Hartung foi o único governador que rejeitou a proposta de renegociação de dívidas dos Estados com a União em 2016. "Não pode ficar esperando que a solução vai cair do céu, ou seja, de Brasília. O governo central também tem seus problemas. Isso vai queimando o capital político, ao mesmo tempo em que não se faz o que é necessário", afirmou. 

Também deixa o Espírito Santo como o único Estado a ser avaliado com a nota máxima pela Secretaria do Tesouro Nacional em 2018, nas categorias endividamento, poupança corrente e liquidez. “O livro traz uma experiência de que é possível melhorar o serviço público. Também é possível cuidar das contas com responsabilidade e simultaneamente focar naquilo que é prioritário na vida da população e produzir resultados”, defende Hartung. 

O governador diz que recebeu o Estado em 2015 das mãos do seu sucessor, Renato Casagrande (PSB), com um déficit fiscal de quase R$ 1,5 bilhão. No livro, relata que encerrou o mesmo ano com superávit de R$ 199 milhões. Hoje, entrega o Espírito Santo com a melhor avaliação nacional do Ensino Médio, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a menor taxa de homicídios, apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

O desempenho positivo de um dos Estados mais afetados pela crise em 2016 proporciona a Hartung hoje os convites para prestar consultoria a Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSDB), governadores eleitos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, respectivamente. 

“Farei aquilo que estiver em meu alcance, não só no caso de Minas, mas também no trabalho de formação de lideranças no país”, comenta Hartung, que não tentou a reeleição neste ano. Ele afirma que estará voltado a auxiliar iniciativas de movimentos como o Todos Pela Educação. “Quero fazer da educação uma prioridade nacional. Temos um problema geracional; ainda estamos com líderes que vieram dos meados de 64', ou do período da redemocratização. Precisamos formar líderes, e estou disposto a ajudar”. COLABOROU EDUARDO KATTAH

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