Recontagem troca deputados e abre rixa na bancada do PSB na Assembleia

Luciano Batista foi eleito em 2010, mas teve contas rejeitadas pelo TCE; ele assumiu cadeira de Orlando Bolçone

Ricardo Chapola, do estadão.com.br,

13 de julho de 2012 | 20h35

SÃO PAULO - O novo cálculo feito na última quinta-feira, 12, pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) na contagem dos votos das eleições de 2010 no Estado criou uma rixa na bancada do PSB na Casa. Alterado o quociente eleitoral e também a distribuição de vagas para deputado estadual, o então candidato Luciano Batista (PSB) assume a cadeira de Orlando José Bolçone, também do PSB. Batista estuda, com seus advogados, mover ação contra o agora ex-deputado, por avaliar que Bolçone o prejudicou tentando prorrogar o julgamento do caso. Agora, Bolçone cai para a suplência.

"Meus advogados vão estudar mover uma ação contra Bolçone. Ele usou todos os artifícios para se manter no cargo, e acabou me prejudicando", afirmou o novo deputado, diplomado na tarde desta sexta-feira, 13, pela presidência do TRE-SP.

Batista teria sido eleito por 52.300 votos se não tivesse a candidatura indeferida pela Justiça. Duas de suas quatro contas que mantinha enquanto presidente da Câmara Municipal de São Vicente foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), pois alegavam "improbidade administrativa". "O TCE entendeu que meus salários (quando era vereador) estavam acima do teto constitucional", protestou. Um recurso aberto por Batista conseguiu desbancar a tese do TCE, amparado no argumento de que o salário já estava regulamentado por lei quando assumira a legislatura.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou o recurso que culminou na recontagem dos votos e na nomeação de Batista, segundo o qual agora se sente com a honra devolvida. "Minha sensação é de que a justiça foi feita. Me sinto com a alma lavada. Me devolveu a honra", aliviou-se. "O Bolçone agora é que vai cuidar da vida dele. Ele agora é passado".

Revide. A assessoria de Bolçone informou que o ex-parlamentar respeita a decisão, mas que também estudará as possibilidades para recorrer na Justiça.

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