Reconstituição de sumiço de Amarildo já dura 14h

Já dura mais de 14 horas a reconstituição simulada feita Polícia Civil do Rio dos últimos momentos que antecederam o sumiço do pedreiro Amarildo Souza, de 43 anos, na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. A reconstituição teve início por volta das 19 horas desse domingo (1), quatro horas depois do horário previsto inicialmente. Amarildo está desaparecido desde a noite de 14 de julho, após ter sido conduzido por quatro policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora de sua casa, na Rua 2, até à sede da UPP, no Portão Vermelho, na parte alta da Rocinha.

MARCELO GOMES, Agência Estado

02 de setembro de 2013 | 10h21

Três dos quatro PMs que conduziram Amarildo participaram da reprodução simulada. Dois deles pediram para usar capuz para esconder o rosto, alegando que moram em favelas e temiam ser reconhecidos por criminosos.

O trajeto entre a casa de Amarildo e a UPP foi refeito três vezes pelos investigadores - um PM participou de cada vez. O objetivo da Polícia Civil era encontrar possíveis contradições nos depoimentos anteriores dos Pms.

Cerca de cem policiais civis da Divisão de Homicídios e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da Polícia Civil, participam dos trabalhos.

Pelo menos 13 PMs que estavam de plantão na UPP prestaram novos depoimentos, entre eles o comandante da UPP, major Edson Santos - que será exonerado nos próximos dias.

Segundo a Polícia Civil, esta já é a mais demorada reconstituição da história da instituição. Até então, o recorde pertencia à investigação do sumiço Juan Moraes, na Baixada Fluminense, em 2010, que durou 13 horas. Quatro PMs estão presos aguardando julgamento.

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