Andre Dusek/AE
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Recomendação médica é de que Dilma reduza ritmo, diz Ideli

Ministra foi internada com fortes dores nas pernas; Ideli diz que são reação 'muito usual' à quimioterapia

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo,

19 de maio de 2009 | 12h25

A nova líder do governo no Congresso nacional, Ideli Salvatti (PT-SC), disse que os médicos que acompanham a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em São Paulo, recomendaram que ela diminua o ritmo de trabalho. "A preocupação é nos momentos posteriores da quimioterapia com agenda", disse Ideli.Questionada se a ministra poderia se afastar de suas atividades, Ideli disse que não.

 

Ideli informou que durante a sua cerimônia de posse, no Centro Cultural Banco do Brasil, foi repassado aos líderes partidários que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - internada desde a madrugada em São Paulo - está sem dores, medicada, reagindo bem ao tratamento. Segundo Ideli, as dores que Dilma sentiu são uma reação "muito usual" à quimioterapia.

A senadora disse que Dilma está sem sedativos e sem dor, mas não soube precisar quando ela sai do hospital. Questionada se a doença da ministra enfraquece a sua candidatura à Presidência da República, Ideli respondeu: "O vice- presidente José Alencar, que é especialista em oncologia, disse que está pronto e preparado para disputar pelo menos mais três eleições", comentou Ideli, afirmando que o linfoma da ministra foi extirpado e que esse é um dos tipos de câncer com mais garantia de cura.

 

Segundo boletim médico divulgado no começo desta tarde, a ministra está com uma inflamação no músculo (miopatia) dos membros inferiores, provocada pelo tratamento de quimioterapia.

 

A ministra está tomando analgésicos e seu estado de saúde é estável, porém não há previsão de alta.

 

Leia a íntegra do boletim:

 

A Sra. Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, segue internada no Hospital Sírio-Libanês desde a madrugada desta terça-feira (19/05), para tratamento de dores nos membros inferiores, causadas por quadro de miopatia.

 

A paciente encontra-se estável com o uso de medicação analgésica.

 

Dr. Antônio Carlos Onofre de Lira Dr. Riad Younes

 

Diretor Técnico Hospitalar Diretor Clínico

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