Reclamação sobre indicação de Kátia Abreu é 'dor de cotovelo', diz petista

Ex-presidente do diretório estadual do partido em Tocantins e suplente da senadora, Donizeti Nogueira, afirma que eleição é 'pragmatismo'

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2014 | 18h17

São Paulo - Enquanto setores do PT e da esquerda reclamam da indicação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o ministério da Agricultura, o ex-presidente do diretório estadual do partido em Tocantins, Donizeti Nogueira, suplente da senadora, lembrou que a aliança com a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) não é novidade e a indicação dela para a pasta não é surpresa.

"Essa choradeira é muito mais dor de cotovelo do eixo que se considera mais desenvolvido do que qualquer outra coisa", disse Donizete. "Estão reclamando primeiro porque ela é mulher e segundo porque é de Tocantins, um Estado pequeno", concluiu.

Nogueira lembrou que a aliança com o PMDB em Tocantins foi aprovada praticamente por unanimidade no primeiro semestre. "Apoiamos porque o PMDB estava apoiando a presidente Dilma (Rousseff). Houve um esforço muito grande da nossa parte para a eleição da senadora Kátia do mesmo jeito que houve um esforço dela para eleger a presidente Dilma", lembrou o dirigente petista.

PT e PMDB compuseram a aliança que elegeu o peemedebista Marcelo Miranda para o governo de Tocantins e reconduziu a futura ministra ao Senado. Com a ida de Kátia Abreu para o ministério, Nogueira assume a cadeira. Indagado sobre uma possível incoerência ideológica na indicação de uma ruralista ferrenha para o ministério de Dilma, o dirigente petista foi taxativo. "Eleição não é ideologia, é pragmatismo. O PT já resolveu isso em 1991. Desde o governo Lula a Agricultura fica com o agronegócio. Não sei por que a surpresa".

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