Recesso branco no Congresso enterra duas CPIs

O recesso branco anunciado hoje pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal deve ter como principal vítima as duas CPIs em curso para investigar irregularidades na Petrobrás.

FÁBIO BRANDT, Agência Estado

15 de julho de 2014 | 20h46

Nesta terça-feira, 15, o senador oposicionista Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que as investigações morrerão nesta sexta-feira, 18, dia em que o Congresso entra em ''recesso branco''. Segundo ele, será difícil obter quórum para as votações da CPI no segundo semestre porque os congressistas estarão mais preocupados com suas campanhas eleitorais.

"A CPI esta praticamente morta. Se houver interesse em prorrogar , ela poderá ter uma sobrevida. Se não houver interesse em prorrogar, ela morre. Porque não é possível esperar algo dessa CPI durante a campanha", diz o senador tucano. Para ele é "absolutamente improvável" obter quórum mesmo nos dias de esforço concentrado de votações já agendados pelos presidentes da Câmara e do Senado para agosto e setembro.

As palavras de Dias resumem muitas conversas de bastidor mantidas ontem no Congresso por políticos da base governista, da oposição e também por técnicos que trabalham na CPI. O presidente das duas CPIs em curso é o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Ele foi procurado, mas não pôde atender a reportagem, segundo afirmou sua assessoria, porque o período de campanha é muito atribulado - ele concorre ao cargo de governador da Paraíba neste ano. A assessoria afirmou que Vital descarta a possibilidade de prorrogar os trabalhos das comissões, que terminam em outubro. (Colaborou Fábio Fabrini)

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