Receptor de doação terá de emitir comprovante

Avançados na hora de captar recursos, os parlamentares puxaram o freio de mão no momento de aprovar a divulgação da lista dos doadores de campanha dos candidatos. Pelo texto votado na Câmara e ratificado pelas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado, as empresas podem fazer a contribuição a diretórios dos partidos, que repassam os recursos aos comitês financeiros ou aos candidatos.

, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

Pela proposta, as doações de pessoas físicas poderão ser feitas por cartão de crédito, cartão de débito, boleto bancário e até por telefone. O doador terá, no entanto, de ser identificado, e o partido ou candidato obrigado a emitir recibo eleitoral para cada doação realizada.

"Acho melhor as empresas se relacionarem institucionalmente com os partidos do que diretamente com os candidatos, que é uma relação pessoal ", afirmou o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), ao defender a manutenção das doações ocultas. Nas eleições municipais de 2008, as doações ocultas somaram R$ 192 milhões. PT, PMDB, PSDB e DEM concentraram 70% do total de doações não reveladas.

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