Andre Dusek/Estadão
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Receita atua em ação da PF para apurar enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e sonegação

Operação Custo Brasil é um desdobramento da Lava Jato que investiga o pagamento de propina a pessoas ligadas ao Ministério do Planejamento

Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2016 | 11h01

BRASÍLIA - A Receita Federal informou em nota que participa da Operação Custo Brasil, junto com a Polícia Federal e o Ministério Público, "com o objetivo de identificar o destino dado aos recursos superfaturados nos contratos de adesão pagos pelas instituições financeiras, o enriquecimento ilícito dos envolvidos, a comprovação dos esquemas de lavagem de dinheiro e a constatação de sonegação de impostos e contribuições federais".

Deflagrada nesta quinta-feira, a operação é um desdobramento da Lava Jato para apurar o pagamento de propina proveniente de contratos de prestação de serviços de informática na ordem de R$ 100 milhões a pessoas ligadas a servidores e agentes públicos do Ministério do Planejamento. O esquema envolveria contratos relacionados à gestão de crédito consignado na folha de pagamento de servidores públicos e teria ocorrido entre os anos de 2010 e 2015.

O ex-ministro Paulo Bernardo, das pastas do Planejamento e das Comunicações nos governos petistas, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi preso preventivamente na operação nesta manhã em Brasília. O ex-ministro Carlos Gabas (Previdência e Aviação Civil) e o jornalista Leonardo Attuch, do Blog Brasil 247, são alvo de condução coercitiva. Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, além do Distrito Federal.

Além de agentes políticos e servidores do Ministério do Planejamento, estão entre os envolvidos no esquema criminoso escritórios de advocacia e empresas de fachada criadas para operacionalizar o repasse dos recursos. 

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