Rebelo nega ação do governo para destituir Paulo Paim

O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, negou interferência do governo federal na destituição do senador Paulo Paim (PT-RS) da comissão mista que discutirá o salário mínimo. "O governo não tem força para indicar os membros das comissões permanentes e especiais da Câmara e do Senado. As indicações são feitas pelos líderes dos partidos", disse. Ele insistiu também que, no episódio envolvendo Paim, "o governo não orientou nem desorientou a indicação dos membros porque os partidos da base fizeram isso com autonomia". O ministro esteve reunido nesta manhã com empresários do setor de infra-estrutura na sede da Associação Brasileira de Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), em São Paulo.Rebelo recusou a avaliação de que a base governista do Congresso esteja fragmentada, mesmo depois daderrota sofrida pelo governo anteontem na votação da MP dos Bingos no Senado. "O governo tem uma base ampla, sólida, capaz de assegurar governabilidade ao presidente da República e quem interpretar demaneira diferente, está interpretando de maneira errada", afirmou. "E quem apostar de maneira diferente vai perder", complementou.Para Rebelo, o mercado financeiro não desconfia nem do governo nem da capacidade do governo de aprovar suas propostas noCongresso. "Desconfio de que a situação do mercado e de oscilação da Bolsa ontem não se deva a uma dúvida quanto a força dabase do g overno. Isso pode ter sido usado como pretexto", opinou. Ele disse entender que "uma situação internacional de certaimprevisibilidade" seria o real motivo da movimentação verificada ontem no mercado, quando câmbio, juros e risco País subiram ea Bovespa caiu.

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