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Rebelo não revela a aliados valor em estudo para o mínimo

O líder do PPS na Câmara, Júlio Delgado (MG) afirmou, após reunião dos líderes dos partidos aliados com o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, que o governo ainda está fazendo estudos para definir o valor do salário mínimo, que entrará em vigor a partir de 1º de maio. Segundo Delgado, apesar da cobrança dos líderes, Rebelo não revelou quando a medida provisória será encaminhada ao Congresso e nem o valor que está sendo estudado. "Acho que se fosse encaminhada até o final de abril seria um bom sinal para a sociedade e ajudaria a desobstruir a pauta da Câmara ", disse Delgado.Ele informou que durante a reunião não foi discutida a possibilidade de o novo valor do salário mínimo ser retroativo a 1º de abril, polêmica levantada ontem pelo novo líder do governo na Câmara, Professor Luzinho, e negada pelo ministro do Planejamento, Guido Mantega. Ainda durante a reunião foi discutida a pauta de votação para este mês. Seis medidas provisórias estão trancando a pauta da Câmara. Ficou marcada para o próximo dia 13 uma reunião de líderes para discutir com o relator da chamada PEC Paralela da Previdência, deputado José Pimentel (PT-CE), o parecer que poderá ser votado no mesmo dia, na comissão especial.Na avaliação dos líderes que participaram da reunião com Rebelo é "praticamente impossível" haver votação hoje, na Câmara. Isto porque, segundo Delgado, com a tática de obstrução dos partidos de oposição, fica difícil garantir quórum. "Muitos deputados que registraram presença pela manhã já deixaram Brasília", admitiu o líder do PPS.Acordos para a PEC Paralela da PrevidênciaO líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), disse durante a reunião que terminou no fim da manhã, ficou acertado que os líderes vão conversar na semana que vem com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini (à frente da Previdência quando a reforma previdenciária foi votada), e com as lideranças no Senado, para saber quais foram os acordos fechados sobre a votação da PEC Paralela da Previdência. Esta emenda constitucional foi criada do Senado para incorporar as mudanças defendidas pelos senadores na reforma da Previdência aprovada na Câmara, ano passado. "É preciso saber o que é acordo e o que não é porque os deputados não participaram dessas negociações e só podemos concordar com as decisões depois de tomar conhecimento delas", disse Chinaglia. "Aquilo que de fato for acordo será respeitado", salientou. A reunião sobre o assunto está marcada para a próxima terça-feira. (James Allen) Liberação de recursos das emendas ao OrçamentoA liberação de recursos das emendas dos parlamentares ao Orçamento da União está dependendo apenas de questões operacionais junto aos ministérios, informou o líder do PPS na Câmara, Júlio Delgado (MG), logo após reunião com o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo e outros líderes da base aliada, no Palácio do Planalto. Segundo ele, a disposição do governo é iniciar imediatamente a liberação dos recursos. "Será a primeira vez que o governo libera as emendas antes de julho, já que nos outros anos isso só acontece depois das eleições", disse Delgado. O líder refere-se à lei eleitoral, que impede assinaturas de convênios depois de junho, inviabilizando a remessa de recursos orçamentários às prefeituras, que só pode ser retomada depois das eleições.

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