Rebelo diz que seu desafio é manter base aliada unida

O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, disse hoje que um de seus maiores desafios no cargo é unir e tornar coesa a base política dos partidos que compõem o governo em torno da orientação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A preocupação do ministro com a unidade política estende-se também ao Executivo. "É preciso que haja unidade, coesão e disciplina no governo para que seus objetivos sejam alcançados e essa é a disposição do presidente Lula no comando do governo e também de seus ministros." Perguntado se estava se referindo, ao defender a disciplina no governo, ao exemplo do recente desentendimento entre os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e do Planejamento, Guido Mantega, Rebelo argumentou: "Falo de maneira geral". Ao comentar as críticas da oposição, o ministro disse que elas estão sendo feitas em cima de teses. "Não é necessário mudar a política econômica, o que precisamos é prosseguir na agenda já programada, aprovando os projetos de relevância para o País, continuar no rumo de baixar as taxas de juros e propiciar espaço para o crescimento e geração de empregos". O ministro rebateu as críticas de que o governo do presidente Lula está inoperante e recorre à liberação de verbas e distribuição de cargos para amenizar a crise provocada pelo escândalo Waldomiro Diniz. "Os critérios para a liberação de verbas e para o preenchimento de cargos são transparentes, têm como base a confiança e a credibilidade, e em nenhum momento o governo deixou de estar operante", sustentou. Rebelo discordou das críticas que vêm sendo feitas pela oposição de que está ocorrendo "partidarização" em alguns setores, principalmente na indicação de cargos para institutos de pesquisa. "Essas indicações são feitas com base no rigor técnico e na confiança, que aliás também fizeram parte dos critérios utilizados pelo governo anterior".

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