Reajuste a servidores será feito por projeto de lei, diz Bernardo

Ministro do Planejamento pretendia realizar reajuste por medida provisória, mas desistiu devido à polêmica

Agência Brasil,

27 de março de 2008 | 15h12

O reajuste salarial de carreiras do serviço público federal vai ser feito por projeto de lei e não por medida provisória, como chegou a ser anunciado no início do mês. Foi o que adiantou nesta quinta-feira, 27, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A discussão sobre o reajuste dos militares será feita nesta quinta à tarde, em encontro de Paulo Bernardo com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.  Veja também: ESPECIAL: Veja quantas MPs cada presidente editouAcordo acaba com pauta trancada, mas prioriza votação da MP'Não adianta choramingar', diz Lula ao cobrar votação de MPsGoverno quer tratar MPs como questão de Estado, diz FontanaBase recua sobre MPs e aceita fim do trancamento da pautaGoverno quer tratar MPs como questão de Estado, diz FontanaReunião na Câmara fracassa e oposição mantém obstrução "Nós tínhamos a pretensão de mandar uma medida provisória, mas há uma polêmica sobre isso na Câmara e no Congresso, para nós diminuirmos o número de MPs. Então eu levei para o presidente a proposta de nós mandarmos projeto de lei. De qualquer forma, na sexta-feira, 28, [a proposta] deve estar na presidência, o presidente chega na segunda-feira e deve assinar no começo da semana que vem", disse o ministro. Paulo Bernardo não adiantou valores nem percentuais do reajuste. Disse apenas que a idéia do governo é tornar os salários das carreiras do serviço público compatíveis com os que são pagos na iniciativa privada. "Nós estamos reestruturando as carreiras, os reajustes serão diferenciados e mais voltados a tornar as carreiras do setor público compatíveis com o que se pratica no mercado. Então há carreiras nas universidades ou nos institutos do governo, de maneira geral, onde os doutores e mestres terão reajustes um pouco maiores por conta dessa necessidade de compatibilização." Questionado sobre a situação dos militares, o ministro disse que não vai se pronunciar antes da reunião com Jobim, mas que "está sendo estudado o percentual". Segundo Paulo Bernardo, não haverá equiparação com os salários da Polícia Militar. "Não é a mesma coisa. A carreira dos militares tem uma discussão particular sobre isso."

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