Reações à vacina não afetaram campanha contra o sarampo

Os 120 casos de reações adversas provocados pela vacina contra o sarampo não afetaram o desempenho da Campanha Nacional de Imunização. Pelo balanço parcial apresentado ontem, 66,98% das crianças com até cinco anos foram vacinadas contra poliomielite e 58,85%, contra o sarampo. Os números são considerados bons e, por essa razão, o Ministério da Saúde descartou a possibilidade de reforçar a campanha publicitária. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, fez um apelo para que pais que ainda não aderiram à campanha levem seus filhos aos postos até sexta-feira.Anteontem, técnicos da secretaria mantiveram uma reunião por telefone com representantes da empresa Chiron, fabricante da vacina que provocou as reações adversas. Semana que vem, novos contatos deverão ser feitos. Por enquanto, a secretaria não sabe ainda qual conduta adotará em relação à vacina. "Podemos usá-la somente nas vacinações de rotina ou deixar de usá-la. Tudo vai depender dos resultados da nossa avaliação", repetiu Barbosa.No sábado passado, primeiro dia de campanha, 120 crianças apresentaram reações adversas depois de receberem a vacina contra sarampo da empresa italiana Chiron. O uso da vacina foi suspenso. Em seu lugar, passaram a ser aplicados imunizantes da Farmanguinhos. Mesmo com o recolhimento de 4 mil doses da vacina da Chiron, Barbosa garantiu que não faltarão imunizantes para a campanha. Pelos dados divulgados ontem, foram vacinadas até agora 11,3 milhões de crianças contra poliomielite e 8,1 milhões contra o sarampo. O secretário de Vigilância em Saúde explicou que essa diferença entre as duas vacinas já era esperada, já que a imunização contra o sarampo é feita somente em crianças a partir de um ano.

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