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Reabilitado pelo Supremo, Demóstenes volta à TV em GO

Cassado há seis anos, o ex-senador retoma atuação nas redes sociais e apresenta programa em afiliada da Band

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2018 | 05h00

BRASÍLIA -  Cassado em 2012 sob a acusação de utilizar o mandato para favorecer o contraventor Carlinhos Cachoeira, o ex-senador Demóstenes Torres (PTB-GO) tenta voltar à cena política após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, liberar candidatura dele nas eleições deste ano. Pré-candidato ao Senado, o ex-parlamentar retomou postagens nas redes sociais e voltou a ter um quadro em programa de TV em Goiás, seu reduto eleitoral. 

Demóstenes perdeu o mandato de senador em 11 de julho de 2012 por 56 votos a 19. Com a cassação, o entendimento era de que ele estava inelegível até 2027. Em 27 de março, porém, foi liberado para participar das próximas eleições por Toffoli, que concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo a inelegibilidade.  Na decisão, que pode ser ainda revista pela Segunda Turma da Corte, o ministro afirmou que a cassação não tornava o ex-parlamentar inelegível. 

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​PROGRAMA 'PAPO LEGAL'

Um dia antes da decisão de Toffoli, ele voltou a apresentar o quadro “Papo Legal com Demóstenes” na TV Goiânia. A afiliada da Rede Bandeirantes é do ex-senador Wellington Salgado (MDB-MG), amigo de Demóstenes. 

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O quadro é veiculado no programa “Fala Goiás”, exibido diariamente na hora do almoço. Nele, o ex-senador, que é procurador de Justiça, responde a perguntas enviadas pelos telespectadores, a maioria delas ligada ao Direito do Consumidor.

Depois da liminar de Toffoli, Demóstenes também rompeu quase seis anos de silêncio e voltou a publicar no Twitter, onde tem 27,5 mil seguidores. “Esperei sofrendo, mas com paciência, que a Justiça me absolvesse, para só então vir a público”, escreveu na quarta-feira. “Agora, poderei conversar novamente com vocês por aqui e pretendo fazê-lo todos os dias escrevendo e, uma vez por semana, um ao vivo.” 

Na maioria das postagens, o ex-parlamentar responde a perguntas de seguidores. Em uma delas, teve de explicar sua relação com Cachoeira. E se defendeu. “Nunca neguei a amizade, só que nunca tivemos negócios”. Em outro tweet, disse que os grampos telefônicos feitos pela Polícia Federal que flagraram suas conversas com o bicheiro eram “ilegais” e “fraudados”. 

Demóstenes investe no discurso de que é vítima de perseguição. Ele diz ter sido a “primeira vítima de fake news”. “Passei anos sendo difamado, caluniado, injuriado. Mesmo assim, o povo de Goiás continua generoso comigo”, escreveu ele. Procurado pelo Estado para conceder entrevista, Demóstenes não se manifestou.

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