Raupp vê PMDB 'subdimensionado', mas nega cobrança

Segundo peemedebista, uma nova conversa entre Dilma e Temer deverá ocorrer antes da reforma ministerial

Gustavo Uribe, de Agência Estado

11 de janeiro de 2012 | 13h52

O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), avaliou na manhã desta quarta-feira, 11, que o partido está "claramente subdimensionado" no governo federal, mas negou que a sigla irá reivindicar mais espaço na Esplanada dos Ministérios na reforma ministerial prevista para o começo deste ano. O dirigente informou que a presidente Dilma Rousseff já teve uma conversa sobre eventuais mudanças nos ministérios com o vice-presidente Michel Temer. "O PMDB está claramente subdimensionado, mas nem por isso nós vamos ficar cobrando da presidente um espaço maior", afirmou. "Essa é uma decisão exclusiva da presidente, se ela entender que o PMDB está subdimensionado no governo federal, e quiser abrir mais espaço, ela chamará as lideranças do partido para conversar", acrescentou.

O peemedebista conversou com jornalistas na sede municipal da sigla em São Paulo. Ele afirmou que uma nova conversa entre Dilma e Temer ainda deverá ocorrer antes da reforma ministerial. "O PMDB não vai reivindicar absolutamente nada, nem troca de ministérios, nem mais ministérios". A presidente tem encontrado nos últimos dias dificuldades para realizar a reforma ministerial, a qual deve ficar para o início de fevereiro. A expectativa do Palácio do Planalto é de que sejam trocados de cinco a oito ministros, evitando provocar atritos entre os partidos da base aliada do governo federal.

Raupp disse que ainda não conversou sobre uma eventual saída do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, nem com o governo nem com o titular da Pasta, que á alvo de uma sucessão de denúncias envolvendo sua gestão à frente da Integração e na Prefeitura de Petrolina (PE).

Raupp lembrou, contudo, que o ministro deixaria o cargo para se candidatar à Prefeitura de Recife. "Eu acredito que ele já ia sair na reforma ministerial, até porque ia ser candidato à prefeito", disse. "É uma questão de dias, não pelos recentes episódios, mas por conta da eleição", completou. No entanto, nos últimos dias o ministro tem dado sinais de que pretende continuar à frente da Pasta, abrindo mão da disputa municipal.

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