Raul Jungmann é denunciado por desvio de recursos

A Procuradoria da República no Distrito Federal apresentou denúncia contra Raul Jungmann, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Fernando Henrique Cardoso e atual deputado federal pelo PPS-PE, e mais oito pessoas, por improbidade administrativa, segundo o site Consultor Jurídico. O grupo é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos para pagamento de contratos de publicidade no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre 1998 e 2002, quando Jungmann era ministro. As empresas RRN Comunicação e Marketing, Casablanca Comunicação e Artplan Comunicação também fazem parte da denúncia.Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os contratos de publicidade firmados entre o Incra e as empresas Casablanca e Artplan causaram prejuízos de cerca de R$ 33 milhões aos cofres públicos. Entre os problemas encontrados estão termos aditivos irregulares, subcontratação de empresas fantasmas, compra de notas fiscais frias, pagamento por serviços não prestados e superfaturamento, de acordo com informação do site da procuradoria do Distrito Federal.Ainda segundo a denúncia, toda a parte de assessoria de imprensa dos contratos de publicidade era executada sem licitação pela RRN Comunicação, subcontratada pela Casablanca e pela Artplan. E a RRN também subcontratava outras empresas para prestar os serviços. EnvolvidosA ação relata que o esquema era chefiado pelo ex-ministro Raul Jungmann e pela jornalista Flávia Torreão, assessora de Comunicação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) à época. Em 1999, Flávia foi desligada do gabinete e contratada pela empresa RRN Comunicação. Mas, segundo as investigações do MPF, a jornalista continuou no comando de todo o setor de comunicação do MDA e do Incra até a saída do então ministro Raul Jungmann, em 2002. O esquema contava ainda com a participação de servidores públicos do Incra e representantes das empresas envolvidas.O Ministério Público pede que os réus sejam condenados a devolver os valores desviados e requer também a anulação dos contratos firmados entre o Incra e as empresas de comunicação Casablanca e Artplan. Se a Justiça decidir pela condenação, os envolvidos podem ainda perder a função pública, ter os direitos políticos cassados, ficar proibidos de contratar com o poder público e ter que pagar multa. A ação foi distribuída para a 17ª Vara Federal de Brasília.Este texto foi ampliado às 16h44 para acréscimo de informação

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