André Dusek|Estadão
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Raquel Dodge é aprovada por unanimidade em sabatina na CCJ do Senado

Subprocuradora ainda deve ser aprovada no plenário da Casa, antes de se tornar a procuradora-geral da República

Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2017 | 18h26

BRASÍLIA - Sem polêmicas e por unanimidade, a subprocuradora da República Raquel Dodge teve sua indicação ao comando da Procuradoria-geral da República aprovada nesta quarta-feira, 12, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A votação no plenário está prevista para ocorrer ainda hoje.

Na sabatina, que durou 7h20 ao todo, Raquel foi questionada sobre temas como a Operação Lava Jato, lei de abuso de autoridade, foro privilegiado mas, principalmente, ouviu críticas à atuação do Ministério Público Federal em casos envolvendo políticos.

O momento de maior constrangimento durante a sessão, porém, não a envolveu. O senador Renan Calheiros (PMDB-CE) criticou o fato de ter sido alvo de denúncia às vésperas de ser eleito presidente do Senado, em 2013, e sugeriu motivações políticas na ação. Na época, ele foi denunciado pelo então procurador-geral da República Roberto Gurgel pelo caso envolvendo a jornalista Mônica Veloso. Gurgel estava presente na sala e acompanhava a sabatina a poucas cadeiras de distância de Renan.

“O momento é dificílimo em relação à representação política, mas não dá para generalizar. Porque o modelo é apodrecido, todos que participaram desse modelo cometerem este mesmo de crime?”, disse Renan.

Em sua resposta,  Dodge defendeu a instituição e disse que o objetivo de todos é sempre acertar. “É uma instituição de pessoas vocacionadas, de pessoas que querem acertar e certamente tem dado o melhor de si para que essa missão constitucional seja cumprida da melhor maneira”, disse Raquel.

Logo após a votação, a CCJ aprovou a urgência da indicação e a intenção é votar ainda nesta quarta-feira no plenário do Senado. Para isso, é necessária a presença de ao menos 41 senadores na Casa.

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