Raposa Serra do Sol pode ser julgada este ano, diz Mendes

Presidente do STF disse ser fundamental que decisão seja tomada em 'tempo socialmente adequado'

Agência Brasil

25 de setembro de 2008 | 17h07

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira, 25, que mantém a confiança de que as ações referentes à demarcação da Terra Indígena Raposa Serra Sol, em Roraima, e à validade de títulos de posse na Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu, na Bahia, sejam julgadas definitivamente ainda neste ano. Os julgamentos de ambos os casos foram suspensos por dois pedidos de vista do ministro Menezes Direito, um em 27 de agosto e outro quarta-feira, 24.  Veja também:Especial sobre a disputa de terras indígenas  Entenda a sessão da Raposa e relembre recentes decisões   "É fundamental que decidamos em tempo socialmente adequado, mas também com segurança", afirmou Mendes.  Ele também argumentou que o gesto de Menezes Direito não deveria ser criticado, pela complexidade dos casos e pela intensidade do ritmo de trabalho do tribunal. "É claro que o relator se debruça sobre isso, mas nem todos conseguem fazê-lo. O pedido de vista nesses casos é recomendável e até salutar."  Na abertura do Encontro Regional do Judiciário, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para promover a integração e a cooperação entre os tribunais, o presidente do STF também comentou reportagem de quarta-feira, 24, do jornal Correio Braziliense que apontou casos de exploração sexual de meninas de 8 a 10 anos, na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília.  Mendes classificou o fato relatado pelo jornal como "lamentável e deplorável". Ele disse que conversou com o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) a respeito dos recursos necessários para o combate a esse tipo de crime. "Vamos nos debruçar sobre isso, estamos preocupados", resumiu.

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