Rands critica 'discurso Regina Duarte' do PT

Coordenador do programa de Marina Silva, candidata à Presidência, afirma que o discurso do medo parte de simplificações

VINICIUS NEDER, Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 19h22

O coordenador do programa da candidata à Presidência Marina Silva (PSB), Maurício Rands, criticou nesta quarta-feira, 10, o que chamou de "discurso Regina Duarte" adotado pela campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e reforçou a ideia da candidatura do PSB como uma alternativa à polarização entre PT e PSDB, numa resposta a um discurso do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República Marco Aurélio Garcia. Em palestra no Fórum Nacional, organizado no Rio pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, Garcia afirmou que "estamos confrontados com dois grandes projetos" no período eleitoral.

Pouco depois no mesmo evento, Rands negou que os dois projetos da oposição sejam iguais e criticou a estratégia do PT na campanha eleitoral, que, segundo ele, recorre ao medo, em uma referência à campanha de José Serra (PSDB) nas eleições de 2002. "Os marqueteiros não vão nortear debate", disse Rands. Segundo o coordenador, o discurso do medo parte de simplificações e foi usado na questão da governabilidade de eventual governo Marina e na proposta de independência do Banco Central (BC), defendida no programa do PSB. "Não tem governabilidade com esse modo tradicional. O povo brasileiro não quer esse tipo de governabilidade com patrimonialismo", afirmou Rands.

O coordenador criticou a forma como a independência do BC foi tratada na propaganda eleitoral do PT, associando a autonomia a um maior poder dos bancos privados.

"Se formos falar de simplificação do debate, o que são políticas sociais de terceira geração?", rebateu Garcia, na saída da abertura do Fórum Nacional, após criticar a autonomia do BC, em discurso semelhante ao da propaganda. "Também não gosto de certas simplificações, de certos apelos de caráter messiânico", completou.

Rands também defendeu nesta quarta-feira a inocência do ex-candidato Eduardo Campos, que faleceu em acidente aéreo mês passado e teria sido citado, como beneficiário de propina, nos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa à Polícia Federal, na operação Lava Jato. "Não é a palavra de um criminoso que vai atingir a trajetória de um homem público que não está aqui para se defender. A vida pública de Eduardo Campos fala por ele", afirmou.

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