Rainha reaparece e promete mobilização do MST contra Itesp

Três dias depois de ter conseguido o direito à liberdade provisória num processo em que é acusado de porte ilegal de arma, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, reapareceu nesta quinta-feira no Pontal do Paranapanema e prometeu mobilizar os sem-terra para exigir o assentamento de famílias na região. Na última segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu uma liminar assegurando a ele o benefício de aguardar em liberdade o julgamento dos recursos contra a condenação a dois anos e oito meses de prisão. Ele visitou acampamentos em Presidente Venceslau e disse que está "tomando pé" da situação para definir as ações. Rainha elegeu como alvo o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), órgão do governo estadual que estaria atrasando a aquisição de terras para novos assentamentos. "O Itesp tem R$ 28 milhões para gastar e até agora não comprou nada." Segundo ele, vários fazendeiros manifestaram o interesse de negociar as terras, mas não receberam propostas. Caso a verba não seja empregada até o final do ano, terá de ser devolvida aos cofres da União. "É uma situação inaceitável e, se não houver nenhuma mudança, os trabalhadores irão pressionar", ameaçou. Em setembro deste ano, o líder mobilizou 600 sem-terra para invadir sete escritórios do Itesp no Pontal. Rainha lidera 11 assentamentos na região, com cerca de 1.600 acampados. Ele disse que o trabalho de arregimentação vai continuar. "Enquanto tiver terra devoluta no Pontal, vamos continuar mobilizando as bases."

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