Rainha lidera protesto em órgão do governo no Pontal

Grupos protestaram contra projeto do governador Serra de regularizar terras com mais de 500 hectares

José Maria Tomazela, do Estadão

01 de outubro de 2007 | 19h57

Dissidentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ligados a José Rainha Júnior fizeram manifestações nesta segunda-feira, 1,  nos escritórios do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) em cinco cidades do Pontal do Paranapanema, extremo oeste paulista.    Os grupos estenderam faixas e bandeiras e usaram carros de som para protestar contra o projeto do governador José Serra (PSDB) de regularizar as terras com mais de 500 hectares do Pontal.   "Também somos contra a vinculação do Itesp à Secretaria da Agricultura, como quer o governo", afirmou Rainha. Ele disse que o Instituto, que tem a função de "fazer" a reforma agrária, perderá autonomia se passar para uma pasta vinculada ao agronegócio. A mobilização contou com a participação de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outros movimentos de sem-terra.   De acordo com Rainha, foram reunidos 860 militantes para as manifestações. Os protestos foram realizados simultaneamente nos escritórios de Presidente Prudente, Presidente Bernardes, Presidente Venceslau, Presidente Epitácio e Teodoro Sampaio.   Projeto   Rainha voltou a criticar o projeto de Serra, em discussão na Assembléia Legislativa, que prevê a regularização das fazendas com mais de 500 hectares, mediante contrapartida de 15% a 25% do valor, em dinheiro ou terra. Segundo ele, apenas 200 latifundiários teriam regularizados cerca de 300 mil hectares, área suficiente para assentar 15 mil famílias. "O governo (estadual) quer dar um presente aos grileiros e acabar com a reforma agrária no Pontal."

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