Racionamento é inevitável e atingirá população

O racionamento de energia é inevitável e deverá atingir toda a população, além do setor industrial. A avaliação é do secretário de Energia de São Paulo, Mauro Arce, que participou hoje de audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo. De acordo com ele, a média de armazenamento de água de 80 reservatórios do País terminou o mês de abril com índice de 33,2% na região Sudeste.Por este motivo, segundo o secretário, a redução de consumo de energia na região terá de ser superior a 15% nos próximos meses. "Entendemos que não será possível cortar a energia da iluminação pública, do hospital das Clínicas, do metrô e das bombas que fazem o abastecimento de água", adiantou, referindo-se à região metropolitana de São Paulo.O secretário destacou a importância do bombeamento das águas do rio Pinheiros para a represa Billings, com o objetivo de ampliar a geração elétrica da usina de Henry Borden, instalada em Cubatão. "Sabemos que isso envolve o problema do abastecimento de água, com o risco de poluição da represa, e por causa do impedimento legal da Constituição paulista, mas se trata de uma questão emergencial e é isso que tem de ser discutido com a sociedade", avaliou.Na visão de Arce, a questão que se coloca neste momento em torno do racionamento de energia é a definição se os cortes devem ocorrer para reduzir o consumo e o conforto da população ou se devem colocar em risco os empregos, reduzindo o fornecimento dos setores industrial e comercial.

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