Rachados, tucanos se reúnem para discutir candidatura Alckmin

Tucano kassabista entrou nessa tarde com representação no próprio diretório para barrar o lançamento

REUTERS

05 de maio de 2008 | 18h16

Tucanos que defendem a manutenção da aliança com o DEM --senha para o apoio à recondução do prefeito Gilberto Kassab à prefeitura de São Paulo--, querem impedir que o diretório municipal do PSDB confirme nesta segunda-feira o nome de Geraldo Alckmin como candidato da legenda para eleições de outubro deste ano. O diretório se reúne nesta noite para oficializar a candidatura Alckmin, que se lançou candidato publicamente na semana passada.  Veja também:Líder do PSDB na Câmara Municipal diz que partido rachou PT tem quatro pré-candidatos à prefeitura de Salvador PSB não abre mão do apoio de Aécio Neves em BH  Vereadores do PSDB resistem a ajudar AlckminO secretário municipal de Esportes Walter Feldman, espécie de porta-voz dos tucanos kassabistas entrou nessa tarde com representação no próprio diretório para barrar o lançamento. "Queremos discutir o processo de sucessão na capital e não deliberar por uma candidatura", disse Feldman a jornalistas. Ele afirma que a reunião não foi convocada para oficializar candidatura, e defende que o encontro explicite pela primeira vez as duas posições existentes no partido. Feldman admite que a direção municipal tucana trabalha para lançar Alckmin, "mas parte ponderável quer manter a aliança" com o DEM. A quase totalidade da bancada tucana de vereadores reafirmou após novo encontro a defesa da coligação com o DEM. "Vamos levar à reunião do diretório a posição da bancada. Não há entendimento pela candidatura própria" disse o líder do PSDB na Câmara, Gilberto Natalini. Ele admitiu que o partido está rachado, mas disse que haverá tentativa de união nos próximos 30 dias, anteriores à convenção partidária que define a candidatura. Segundo Natalini, o grupo pró-Kassab dispõe ainda de um abaixo-assinado, com cerca de 500 assinaturas de delegados convencionais, em favor da aliança. O documento prevê Alckmin como candidato ao governo do Estado nas eleições de 2010 e o governador José Serra como candidato a presidente da República, além de Kassab para a prefeitura. O movimento alckmista, defensor da candidatura própria do PSDB, reagiu com o manifesto "Recue Walter Feldman". "Não existem tucanos-kassabistas, quercistas ou malufistas", diz o texto. "Walter Feldman, não insista com esta tese da divisão em nosso partido criada por poucos e que não sabemos a quais interesses atendem. Não incentive abaixo-assinados e manifestos vazios que defendem chapas futuras... pois poderão até ser considerados ilegais pela Justiça eleitoral", diz o texto. O movimento afirma não ser contra a aliança com o DEM, mas considera "o nosso candidato muito melhor que os demais".

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