Racha no governo ameaça votação da Lei de Biossegurança

Um racha na base governista ameaça a votação, na sessão iniciada nesta manhã, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, do substitutivo do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) ao projeto da Lei de Biossegurança. Suassuna disse que está tentando, em vão, desde às 8 horas, fechar um acordo em torno do substitutivo. Naquela hora, ele se encontrou com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que insiste em assegurar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a competência de opinar antes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) sobre a comercialização de organismos geneticamente modificados. Também segundo o senador Tião Viana (PT-AC), o acordo está difícil. Isto porque teriam sido ignorados entendimentos feitos em agosto, segundo ele inclusive com a comunidade científica, pelo qual ficaria proibida a clonagem terapêutica, prevista no substitutivo de Suassuna. Suassuna alega que, se o Brasil perder a chance de "curar seus doentes utilizando esse recurso (clonagem terapêutica)", a maior prejudicada será a população carente. "Os ricos vão pegar um avião para se tratar nos Estados Unidos ou no Japão", alegou, ponderando que, quem não tiver recursos, não poderá recorrer a essa inovação tecnológica.

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