Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Fundo de R$ 3,6 bi para eleições está em sintonia com grandes democracias, diz Vicente Cândido

O deputado defendeu que é preciso ter ousadia para baixar o custo de campanha já nas eleições de 2018

Francisco Carlos de Assis e Altamiro Silva Junior e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 13h42

O deputado federal relator da Reforma Política, Vicente Cândido (PT-SP), disse há pouco que um fundo de US$ 1 bilhão ou R$ 3,6 bilhões, desde que seja mudado o sistema, está em sintonia com as grandes democracias. “É muito parecido com Alemanha, México e Estados Unidos, por exemplo”, disse o deputado após ter participado do Fórum Estadão - Reforma Política em Debate, que foi sendo realizado nesta segunda-feira na sede do Grupo Estado.

Vicente Cândido, defensor do chamado Fundão, fez a afirmação ao ser questionado pelos jornalistas se o valor proposto para compor o fundão seria suficiente já que o ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, disse que na eleição passada foi gasto muito mais do que o valor defendido.

“Agora, US$ 1 bilhão para o sistema atual e o Distritão seria irreal", disse. O petista disse que o presidente do Senado, Eunício Oliveira, demonstrou preocupação com a possibilidade de o Fundão não passar no Senado em reunião que tiveram na semana passada. “O presidente Eunício Oliveira está muito preocupado. Tive com ele na semana passada e ele quer também discutir, quer inserir medidas. Temos que ter ousadia para baixar o custo de campanha em 2018 e ter um fundo condizente com o financiamento público e privado razoável e defensável”, disse o deputado, acrescentando que teria avisado a seus pares de que deveriam ter mais ousadia para passar a 2018 com uma mudança radical.

Vicente Cândido admitiu que não é favorável ao Distritão, mas que acabou incorporando a proposta no relatório da Reforma Política por não ter conseguido convencer seus colegas de que este não é um bom modelo. “Fui incompetente e não consegui convencer meus pares. Só isso!”, disse.

O deputado admitiu ser uma voz dissonante dentro do PT em defesa do Distritão. “Tenho tido discussões calorosas com meu partido, com minha bancada, mas eles estão reconhecendo que sou relator neste momento da Câmara dos Deputados, do Congresso Nacional e não apenas do partido”, disse. 

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