Quintão quer mais militares na Amazônia

O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, anunciou hoje que vai pedir ao Congresso verba suplementar para aumentar o número de militares na fronteira na Amazônia. Atualmente, existem na região 19 pelotões do Exército, com 1,3 mil homens, para vigiar 850 quilômetros de fronteira. A idéia, segundo o ministro, é criar mais cinco pelotões, acrescentando mais um efetivo de aproximadamente 350 militares.?O Brasil é um País de dimensões continentais e a sociedade tem que entender que para manter a nossa soberania é preciso aumentar nossos custos?, disse Quintão, que não revelou o valor da verba suplementar.O reforço faz parte do plano de combate ao narcotráfico na região, iniciado pela Polícia Federal em outubro do ano passado, com apoio logístico das Forças Armadas. O Exército conta hoje com 22 mil homens distribuídos nos seis Estados da região Norte.Segundo Quintão, que conheceu hoje o complexo de quartéis da Vila Militar, em Deodoro, zona oeste do Rio, a vigilância completa da Amazônia só será possível com a entrada em operação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), previsto para este ano, que contará com cerca de 100 aviões de combate e cinco grandes jatos de vigilância eletrônica. ?Com ele, teremos todo o espaço aéreo da região controlado por radares?, disse.A entrada em operação do Sivam, porém, forçará o narcotráfico a escolher novas rotas para o escoamento da droga, preferencialmente as fluviais - daí a preocupação do ministro em aumentar o efetivo militar na região. Hoje, a frota fluvial de combate está limitada a cinco embarcações leves de patrulha, um monitor (construído em 1937), um transporte de tropas e um navio-tanque. Os patrulheiros maiores e o monitor, reformado nos anos 70, tem instalações para receber helicópteros orgânicos UH-12 Esquilo.A Marinha, que também ajuda nas operação, realiza patrulha nos rios, com os três mil homens ali lotados e 107 embarcações, entre navios e lanchas. A FAB auxilia com os meios aéreos, que são reforçados pelos helicópteros do Exército e da Marinha, além dos equipamentos desse tipo da própria PF. O ministro da Defesa lembrou ainda que o Sivam não servirá apenas para fins de segurança, mas produzirá informações sobre solo, tempo, recursos hídricos e ecológicos, consideradas importantes para outros ministérios.

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