Questão dos rebeldes deve ser tratada dentro do PT, diz Dirceu

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, defendeu em reunião com senadores do PT que a situação da senadora Heloísa Helena (PT-AL) e dos deputados João Batista Araújo, o Babá (PT-PA) e Luciana Genro (PT-RS) seja decidida pelo partido que, através de resolução da Executiva Nacional, já abriu processo contra os três parlamentares, podendo resultar em expulsão. Para evitar novos movimentos dos senadores do PT em defesa dos rebeldes - como o manifesto assinado por 8 dos 14 que pediam a revisão da decisão da Executiva - o ministro disse que o assunto não deve sair dos trâmites partidários. O processo está em curso na comissão de ética do PT, que no dia 25 ouvirá os parlamentares e testemunhas. Segundo a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que participou da reunião ontem à noite no gabinete do ministro, a opinião geral entre todos é de que Heloísa Helena, Babá e Luciana Genro estão intransigentes e não têm sido receptivos à trégua. "Todos nós somos livres para discutir profundamente as propostas, buscar alternativas e até discordar. Mas na hora de votar tem que seguir o partido em caso de fechamento de questão", observou a senadora. Os rebeldes, na avaliação feita com o ministro Dirceu, não dão nem "oportunidade para serem convencidos", negando-se "ao debate democrático".Dirceu disse aos senadores do PT, com quem se reuniu ontem à noite, que eles agiram com "maturidade", evitando que o senador Tião Viana (AC) deixasse o cargo de líder do partido, o que resultaria em grave crise. Dirceu, segundo Serys Slhessarenko, elogiou a atitude dos senadores que, depois da ameaça de renúncia de Tião Viana, desistiram de encaminhar o documento à direção nacional. "O ministro disse que a bancada foi madura pois, diante de um problema, se articulou rapidamente e deu a solução", disse a senadora. No encontro, foram discutidas também as reformas e a votação da Medida Provisória 107 que trata do parcelamento das dívidas de empresas e aumenta a CSLL e a Cofins.

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