Questão central da reforma é contribuição do servidor, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje que a questão central da reforma da Previdência Social do servidor público é o projeto de lei conhecido como PL 9, que cria um fundo de pensão, e que não está incluído na proposta de reforma do governo. "A grande discussão é se o valor da aposentadoria ou da pensão será por contribuição definida ou por benefício definido. O PL 9 deixava claro que era por contribuição definida, ou seja, não tem déficit para o governo ou a sociedade pagar. E isso está omisso na proposta. Ficou para um segundo debate. O governo pensava inicialmente em votar o PL 9, que já está no Congresso Nacional. Agora vai depender de uma nova votação no Congresso para decidir se é benefício definido ou contribuição definida. Se for por benefício definido nem vale a pena criar o fundo de pensão, porque aí quem vai pagar é o governo, é a sociedade", disse o governador, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo.Para ele, o fato de o governo ter retirado o PL 9 da proposta de reforma foi para garantir a aprovação da matéria e num segundo momento definir se o sistema será por benefício definido ou contribuição definida. Segundo Alckmin, o déficit da Previdência em São Paulo é de R$ 7 bilhões: R$ 1,5 bilhão de arrecadação por ano e uma despesa de R$ 8,5 bilhões.Para o governador paulista, os partidos que hoje integram a oposição, entre eles o seu, o PSDB, estão dando um exemplo de uma nova política, ao não se opor às reformas constitucionais. "Entendo que o grande desafio brasileiro chama-se crescimento econômico. Esse é o desafio, gerar emprego, renda e trabalho, e educação. É o grande binômio do Brasil. E para isso as reformas ajudam. Não vão resolver tudo, mas ajudam", disse.

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