''''Quero um projeto nacional a longo prazo e não há prazo para isso''''

Sem cronograma para entrega de propostas concretas ao chefe, o presidente Lula, e com uma extensa agenda de viagens pela Amazônia, o ministro Mangabeira Unger não se importa com críticas quanto à falta de planos de ação no seu Projeto Amazônia. "Não é para tratar essa problemática com açúcar, com anestesia. Ainda que tenha de pagar o preço de suscitar falsas controvérsias e ser mal interpretado vou continuar difundindo as idéias. Prefiro ser imprudente a ser evasivo", disse.Para Mangabeira, será "vital" dar conteúdo prático e concreto em um "segundo momento". "Vou continuar a trabalhar em muitos planos e idéias. Vou continuar a viajar e a debater, na Amazônia e em todo o País a respeito da Amazônia", afirmou. Esse "segundo momento" não tem data, segundo ele. "Pretendo construir relação próxima com governadores e organizações que trabalham na Amazônia. Com eles, quero viajar o País para fazer não o pleito de uma região, mas um projeto nacional a longo prazo e não há prazo para isso", avisa.Hoje, segundo ele, as idéias expressas nas dez páginas de seu Projeto Amazônia não representam o ideário do governo. "Nem sequer de minha pasta. É reunião de idéias. Não tenho ambição de conseguir unanimidade."Para ele, no Brasil, é necessário "calor para esse caldeirão de idéias". "Calor já temos. Mas antes de calor, precisamos de luz, para não ter medo das idéias, são idéias que nos libertarão. É fácil ser visionário quando não se enfrenta nada e enfrentar as idéias é a solução."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.