DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

'Quero deixar bem claro que não sou candidato a presidente', diz Doria

Em Nova York, prefeito de São Paulo aproveitou para defender reforma política que trate de mandato de cinco anos sem reeleição

Adriana Ferraz e Ricardo Leopoldo/Correspondente, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2017 | 10h42

NOVA YORK - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou na manhã desta segunda-feira, dia 15, em Nova York, nos Estados Unidos, que não deixará o cargo para disputar uma nova eleição no ano que vem."Quero deixar claro a vocês que eu não sou candidato a presidente da República, não sou candidato a governador. Sou candidato a ser um bom prefeito da cidade, para isso fui eleito", disse o tucano.

O prefeito também aproveitou para criticar a reeleição de cargos e defendeu um modelo de reforma política. "Sou contra a reeleição. Acho isso um mal ao Brasil. Defendo, se possível ano que vem, a reforma política para acabar com a reeleição, mandato de cinco ano e uma única eleição a cada cinco anos", disse. Doria participou, nesta segunda-feira, de evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas. A palestra foi transmitida, ao vivo, pelo Facebook do prefeito.

Assista ao seminário:

O prefeito destacou ser favorável às reformas que o governo defende, sobretudo as fiscais, como a da Previdência Social, e da área trabalhista. "É importante acabar com a contribuição sindical obrigatória, será um marco na história do País", destacou. "A reforma da Previdência precisa ser aprovada agora, pois já foi retalhada demais", disse em evento organizado pela FGV Projetos e a Brazilan American Chamber of Commerce.

João Doria fez uma defesa enfática da democracia e disse que não se intimidará com ameaças, que segundo ele ocorrem "todas as semanas", sobretudo das esquerdas mais radicais, pela internet ou telefone. "Nem o emparedamento nem ameaças vão me intimidar", destacou. "Vou continuar na defesa da democracia, do povo da minha terra, das pessoas mais pobres e humildes."

Depois de afirmar que não quer que seus filhos tenham vergonha do País nem que os jovens prefiram morar fora do País, ele encerrou a palestra fazendo mais um ataque à oposição. "O Brasil só tem uma bandeira. Essa bandeira não é vermelha. É verde e amarela."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.