''Queremos a integração direta dos promotores''

José Oswaldo Molineiro, desde 1982 no Ministério Público, quer uma instituição "moderna, dinâmica, profissional e apartidária".Quais são suas metas?Há 253 cargos vagos de promotor. O preenchimento dessas vagas é necessário. Temos que cuidar da aproximação entre a instituição e a sociedade através das audiências públicas locais. Queremos a integração direta e consistente dos promotores através de uma assessoria participativa. Isso vai proporcionar aos colegas de locais mais distantes que possam ter seu papel na administração, desenvolvendo projetos regionais juntamente com a procuradoria. Na informatização vamos investir, assim como no planejamento estratégico da instituição, com a reclassificação das entrâncias. Temos que incentivar a participação dos promotores mais distantes da administração. Eles têm projetos importantes.Qua a prioridade?Abertura da instituição à sociedade e restauração de sua imagem pública, aquisição e aluguel de prédios, racionalização de nossas atividades, redistribuição racional de cargos, criação dos grupos regionais de combate ao crime organizado, substancial incremento da dotação orçamentária, possibilitando o adimplemento não apenas das obrigações ordinárias, como dos créditos atrasados devidos aos membros do Ministério Público desde gestões anteriores a 1996. Quero aprimoramento dos mecanismos de defesa das prerrogativas.Receita contra a impunidade?Investimento maciço na área criminal. A corrupção é realidade que tem que ser combatida. Temos que investir no centro de apoio às promotorias criminais. Defendo endurecimento na execução penal. Minha proposta é pelo cumprimento do regime carcerário. Rever penas pode ser um aspecto importante. Mas é preciso cuidar do cumprimento da pena como princípio básico de punição.

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