Quércia fica no PMDB, mas deve disputar o Senado

O ex-governador Orestes Quércia (SP) não pretende sair do PMDB, mas deve rever a idéia de disputar a sucessão paulista. "Ele só sai candidato se o PMDB tiver um nome próprio para disputar a presidência da República e se o partido indicá-lo. Se não, prefere o Senado, a Câmara Federal ou até, nada", disse um assessor próximo de Quércia. "Ele pode se afastar, mas nunca deixará o partido. A história da vida dele é o PMDB", completou. Segundo o mesmo assessor, a vontade de Quércia é retornar ao Senado, ocupando o mesmo cargo para o qual foi eleito em 1974."Ele acha que foi o melhor momento da vida política dele", explicou, "entre prefeito, governador, deputado, vereador". E afasta a hipótese de que o recuo de Quércia esteja ligado à derrota da ala oposicionista, com a eleição do deputado Michel Temer (SP) para a presidência nacional do PMDB. Temer perdeu para Quércia o controle da executiva paulista, fundamental para os planos do deputado de disputar a indicação do PMDB para sucessão estadual. Mas ontem, ainda comemorando a vitória, Temer já propunha a realização de prévias no Estado. "O Quércia está louco para que aconteça isso. Deixa o Temer fazer a prévia e ele vai ver que não tem grandeza para ser candidato", disse o mesmo assessor.A ala oposicionista, aliás, não viu perda na derrota do senador Maguito Vilela. "O que o governo queria é que Maguito não tivesse nem 20% dos votos e que a tese da candidatura própria e das prévias fossem abandonadas. Mas tivemos 37% dos votos e garantimos para janeiro de 2002 a prévia que definirá o candidato do PMDB para disputar a sucessão presidencial em 2002", resumiu o assessor quercista.Nessa linha, até o apoio do senador Pedro Simon (RS) aos governistas - que inicialmente causou revolta entre os mais exaltados do grupo da oposição -, acabou sendo entendido como estratégico. "Simon terá uma cota de indicações, de 5% a 6%, dentro do percentual de Temer para montar o diretório que elegerá a executiva. O Simon é coerente e não vai indicar gente que seja contra a candidatura própria", explicou.

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