Nelson Junior
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Quem são os ministros atuais do STF?

Indicados pelo presidente da República, os ministros do Supremo devem ter entre 35 e 65 anos, à época da indicação, ser brasileiro nato e ter 'notável saber jurídico e reputação ilibada'; veja quem compõe a Corte atualmente

Vinícius Passarelli, especial para O Estado

02 de outubro de 2019 | 19h59

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta corte de Justiça do País e responsável por zelar pela Constituição. A Carta de 1988 determina que os ministros do Supremo devem ser indicados pelo presidente da República e cumprir os seguintes requisitos: possuir entre 35 e 65 anos, ser brasileiro nato e ter "notável saber jurídico e reputação ilibada". 

Da formação atual de onze ministros, dois completam 75 anos durante o mandato de Jair Bolsonaro e, portanto, se aposentam compulsioriamente durante o período: o decano Celso de Mello se aposenta em 2020 e Marco Aurélio Mello, em 2021. 

O ministro a ser nomeado mais recentemente é Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer em janeiro de 2017 para o lugar de Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo.

Veja abaixo quem são os atuais onze ministros do STF:

Foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva em 2008. Antes do Supremo, havia sido advogado de campanha do PT, Advogado-Geral da União e subchefe da área de assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidência.

Ministro do STF desde 2011, foi nomeado por Dilma Rousseff. Foi membro do Superior Tribunal de Justiça entre 2001 e 2011 e é doutor em Direito Processual Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

José Celso de Mello Filho é o decano da Corte, ou seja, o membro mais antigo. Passou a ocupar um assento no STF em 1989, por indicação do presidente José Sarney. Procurador de carreira do Ministério Público Federal, foi o mais jovem a ocupar a Prediência do Supremo, com 51 anos de idade.

É segundo mais velho da Corte, onde está desde 1990, indicado por seu primo Fernando Collor de Mello. Antes do STF, foi juiz no Tribunal Regional do Trabalho e, posteriormente, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

Indicado por Fernando Henrique Cardoso em 2002, foi funcionário da Secretaria-Geral da Presidência da República no início dos anos 90, do Ministério da Justiça e da Casa Civil, além de Advogado-Geral da União.

Lewandowski era desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo quando foi nomeado para o STF por Lula, em 2006. É bacharel, mestre e doutor pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP).

Nomeada para a Corte em 2006 por Lula, Cármen Lúcia foi procuradora do Estado de Minas Gerais de 1983 até ir para o STF. Foi a segunda mulher na história a presidir o Supremo, após Ellen Gracie.

Foi juíza do Tribunal Regional do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho até ser nomeada para o STF por Dilma Rousseff, em 2011. Preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde agosto de 2018.

Barroso se notabilizou por sua atuação como advogado perante o STF em casos célebres como a defesa da pesquisa com células tronco e a defesa do militante italiano Cesare Battisti, antes de ser indicado à Corte em 2013 por Dilma Rousseff.

Entrou para o STF em 2015, indicado por Dilma. Foi procurador geral do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e procurador do Estado do Paraná. Herdou de Teori Zavaski, morto em um acidente aéreo no início de 2017, a relatoria dos casos da Lava Jato na Corte.

Indicado por Michel Temer em 2016, é o mais novo ministro do STF. Foi secretário estadual de Segurança Pública de Geraldo Alckmin no governo de São Paulo e ministro da Justiça de Temer.

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