'Quem pregar a desunião do PSDB vai errar', diz Alckmin em convenção do partido em SP

'Quem pregar a desunião do PSDB vai errar', diz Alckmin em convenção do partido em SP

Tucanos elegeram novo presidente em SP; Serra afirma querer disputar mais cargos

Roldão Arruda, O Estado de S. Paulo

05 de maio de 2013 | 18h20

SÃO PAULO - A nova diretoria executiva do PSDB paulista foi eleita neste domingo, 5, durante convenção do partido, em São Paulo. A definição da chapa eleita, presidida pelo deputado federal Duarte Nogueira, foi obtida após intensa negociação entre as diferentes tendências do tucanato paulista. A principal preocupação era evitar o desconforto ocorrido na eleição do diretório municipal, quando nomes apoiados pelo governador Geraldo Alckmin e pelo ex-governador José Serra acabaram preteridos.

Ao discursar na convenção, Alckmin enfatizou que o partido está unido. “Aqueles que pregarem a desunião vão errar redondamente”, afirmou. Logo após a confirmação de seu nome na presidência da executiva estadual, Nogueira também deu ênfase à questão da unidade: “Quem apostou na divisão do partidão errou.”

José Serra lembrou em seu discurso que, entre os muitos cargos que já ocupou no PSDB, o mais difícil foi a presidência do diretório estadual. Na mesma frase, de passagem, também manifestou intenção de se manter ativo na vida partidária. “Já tive muitos cargos e espero ter mais”, afirmou. O novo presidente da executiva estadual comemorou a manifestação do ex-governador.  “Como presidente estadual, vou estimular o Serra a disputar cargos. Afinal, trata-se de uma maiores lideranças do partido.”

No discurso, Serra também fez críticas ao governo federal, dizendo que o Estado brasileiro "foi capturado" pelo PT. "Hoje, o País está patinando, paralisado, porque o governo se rendeu a um projeto de poder com uso desproporcional da máquina pública", disse. Serra definiu a gestão Dilma Rousseff como "dois anos de perplexidade da herança que recebeu de Lula". De acordo com o ex-governador, o Poder Executivo federal possui projetos "alucinados", como o trem-bala. Colaborou Suzana Inhesta, da Agência Estado

 

 

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