Quem perde com a reforma tributária são os sonegadores, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que é favorável aos princípios básicos da reforma tributária. "Ninguém perde com essa proposta: nem a União, nem Estados nem municípios", afirmou. "Quem perde são os sonegadores". Segundo ele, a unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dificulta o passeio de notas. "É o enfrentamento da sonegação", observou. Alckmin avaliou que as reformas são importantes para o País. "Não se resolvem os problemas dos Estados sem resolver os problemas do País", disse. "O importante é solucionar logo esses gargalos". Sobre a reforma da Previdência, disse que preferiria um teto salarial de R$ 12.700,00, e não de R$ 17 mil, como o que figura na proposta, mas observou que, para os Estados, vai valer o subteto, que é o salário dos governadores, de R$ 12 mil, e ninguém pode ganhar mais que esse teto.O governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB), disse que se empenhará junto aos parlamentares de seu estado para que as reformas sejam aprovadas pelo Congresso. "Não é um apoio formal. É um apoio com todo empenho e interesse", disse. "Ninguém vai poder dizer que o governador não manifestou firmemente sua posição", afirmou. O governador disse que o estágio atual das reformas é uma conseqüência dos oito anos de discussão já transcorridos.Apoio do PMDBLúcio Alcântara afirmou ainda que conta com o empenho do governo federal na criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional prometido por Lula e que deverá ser formado com 2% da arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda. Jarbas VasconcelosO governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), disse que seu partido deve apoiar não só as propostas de reformas apresentadas hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como também a política econômica do atual governo, que, na sua opinião, está no caminho certo, e os programas sociais. Ele disse que o PMDB foi eleito para ser oposição. "Mas não existe pauta de oposição", disse. Jarbas Vasconcelos lembrou que os cinco governadores do partido estão empenhados na aprovação das reformas. São FranciscoIntegrante do grupo político do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), o governador da Bahia, Paulo Souto (PFL), disse o que vai argumentar, junto à bancada do PFL baiano na Câmara, que a reforma da Previdência é necessária para o País e para o Estado. Souto manifestou sua concordância, no geral, com as propostas entregues pelo presidente ao Congresso, mas observou que alguns pontos podem ser discutidos. Ele criticou, por exemplo, o fato de a proposta de reforma tributária manter a desoneração das exportações, mas deixar a fixação da compensação para depois, por meio de lei complementar. O governador disse, também, não ter gostado da afirmação de Lula, no discurso feito no Congresso, de que pretende fazer a transposição de águas do Rio São Francisco. "O Rio São Francisco necessita de um grande programa de revitalização e de cuidados ambientais", sustentou . "Não acredito que alguém pense em fazer a transposição sem cuidar desta parte fundamental antes". Ele ressaltou porém que, como Lula disse que essa transposição poderia ser feita com as águas de outra bacia, prefere pensar nessa hipótese.ProvocaçãoO governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu a cobrança previdenciária dos servidores públicos inativos e classificou de "adequadas" e "duras" as propostas encaminhadas hoje ao Congresso.Aécio, entretanto, não deixou de fazer uma provocação no PT ao lembrar que, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o partido não ajudou a fazer as reformas. "Lamento que tenhamos perdido tempo", disse. "Infelizmente aqueles que hoje são favoráveis não deram apoio no passado".

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