Quem pega carona e vai na garupa não guia, diz Alckmin

Os ataques ao PT na convenção que homologou as chapas do PSDB à disputa do Palácio dos Bandeirantes ficaram por conta do candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin, e do governador Alberto Goldman. Em discurso a militantes hoje na Assembleia Legislativa de São Paulo, Alckmin afirmou que o Brasil exige um presidente que "ande com as próprias pernas", em referência à candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff, cuja campanha se beneficia dos altos índices de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

RODRIGO PETRY, Agência Estado

13 de junho de 2010 | 15h37

"O Brasil não pode andar na garupa. Quem pega carona e vai na garupa não guia, não breca, não acelera, não conduz", afirmou. "Ele (Serra) vai ser eleito não por ser ajudante, mas por ser titular de suas próprias competências", completou. Alckmin pregou que o "próximo governo tucano" em São Paulo será o das oportunidades. "Cada tucano que assume o governo inova, amplia e avança", disse. Ele afirmou ainda que "será um soldado da linha de frente" na campanha de José Serra à presidência pelo PSDB.

Serra, homologado ontem como candidato do PSBD ao governo Federal, limitou-se, durante discurso, a pregar "a continuidade do continuísmo" em São Paulo, Estado governado pelo partido há 16 anos. Serra ressaltou que sua gestão no Palácio dos Bandeirantes foi beneficiada pelas iniciativas adotadas por seus antecessores, Mário Covas e Alckmin.

Ontem, em Salvador (BA), Serra criticou o apadrinhamento, o aparelhamento do Estado e os políticos "neocorruptos" no governo Federal. Hoje, o candidato saiu sem dar entrevista à imprensa.

O atual governador paulista e vice na gestão Serra, Alberto Goldman, também fez ataques ao PT. Segundo ele, não pode "haver partidos que comprem políticos, sindicalistas, nem militantes". "Não será a vitória nem dos mensalistas, nem dos aloprados", disse Goldman. O candidato ao Senado na chapa do PSDB, o peemedebista Orestes Quércia, criticou o que considera a "falta de experiência política" de Dilma Rousseff, do PT. "Para ser presidente, é fundamental ter experiência", disse.

Alckmin destacou ainda que a campanha ao governo do Estado de São Paulo começa hoje, com as homologações, e disse esperar por um debate "de bom nível, que trate de questões de interesse público, sem dossiês". Ele manifestou ainda entusiasmo com a campanha de Serra ao Planalto, mesmo com o avanço de Dilma nas pesquisas. "Vamos trabalhar para o Serra. A campanha está melhor, porque o Lula não está na campanha", afirmou.

A convenção do PSDB homologou os nomes dos candidatos Alckmin a governador, Guilherme Afif Domingos (DEM) a vice e Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes (PSDB) ao Senado. Hoje, na Assembleia Legislativa, também ocorreram as convenções do DEM, PMDB, PPS e PSC. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não compareceu à convenção tucana porque está em viagem ao exterior.

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