Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Quem é Eduardo Tuma, que assume a Prefeitura caso Bruno Covas se licencie?

Presidente da Câmara Municipal é o primeiro na linha de sucessão para assumir comando da cidade; prefeito é diagnosticado com tumor no estômago

João Ker e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2019 | 19h54

Presidente da Câmara de São Paulo, o vereador Eduardo Tuma (PSDB) é o primeiro na linha de sucessão à Prefeitura da cidade e assume o posto caso o prefeito Bruno Covas, diagnosticado nesta segunda-feira com câncer no estômago, se licencie do cargo. Covas foi eleito vice e assumiu a prefeitura após a renúncia de João Doria, hoje governador do Estado.

Tuma, de 38 anos, foi eleito presidente da Câmara em 2018 e venceu Fernando Holiday (DEM) na disputa pelo posto, apoiado por Covas e por Milton Leite (DEM), seu antecessor no cargo. Advogado e professor de Direito no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e na Universidade Nove de Julho (Uninove), foi eleito com 51 dos 55 votos.

Tuma tornou-se vereador em 2012, sendo reeleito na disputa seguinte, em 2016. Antes disso, trabalhou no Tribunal de Contas do Estado e foi assessor técnico parlamentar na Alesp. Sua família não é estranha à política: ele é sobrinho de Romeu Tuma, senador por São Paulo em 1994 (PR) e em 2002 (DEM), e filho de Renato Tuma, diretor-geral da Câmara por 37 anos e responsável pela criação da Guarda Civil Metropolitana.

Em abril de 2018, Tuma foi convidado por Covas para atuar como secretário-chefe da Casa Civil, mas retornou à Câmara em novembro do mesmo ano, um mês antes de ser eleito como presidente da Mesa Diretora para 2019.

Tuma compõe a bancada evangélica da Câmara e, dentre os 46 projetos aprovados pelo vereador, está um de abril deste ano, que aumenta a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para igrejas e templos religiosos no município. Foi autor do projeto de lei que tentou incluir o Dia do Combate à “Cristofobia” no calendário oficial da cidade e, ao lado de Fernando Holiday, tentou implementar o Escola sem Partido na rede municipal de ensino.

No ano passado, Tuma foi investigado por enriquecimento ilícito. Segundo a Promotoria, seu patrimônio passou de R$ 89 mil para R$ 2 milhões entre 2012 e 2016 . Tuma já prestou esclarecimentos no Ministério Público Estadual. Ele argumenta que o crescimento ocorreu por causa de transferências de imóveis de seu pai para o nome dele. O pai do vereador morreu no começo deste ano.

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Nesta segunda-feira, Tuma publicou uma foto com Covas em sua conta no Twitter e escreveu que está “em oração pela saúde” de Covas, a quem chamou de “irmão”. Ele foi secretário da Casa Civil do prefeito até o ano passado, quando voltou à Câmara para assumir a presidência da casa.

O prefeito, de 39 anos, não pedirá licença do cargo para fazer o tratamento. Covas irá despachar a partir do Hospital Sírio-Libanês enquanto estiver internado, com concordância da equipe médica. O prefeito é pré-candidato de seu partido à reeleição, no ano que vem, e não deve deixar o centro médico ao menos até o fim desta semana.

Em casos de pedidos de licença, temporários, seja para tratamento médico como para viagens ou outras razões, o posto é transferido para o presidente da Câmara Municipal. É diferente do que ocorre se o cargo de prefeito ficar vago. Neste caso, o posto é preenchido por meio de uma eleição indireta, feita pelos 55 vereadores da Câmara Municipal. 

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