Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Quem concorre conosco é o Russomano, não a Marta, diz novo presidente do PSDB paulistano

Mario Covas Neto, filho do ex-governador Mário Covas, será um dos principais operadores políticos tucanos na construção da candidatura do partido que disputará a Prefeitura em 2016

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

01 de junho de 2015 | 18h48

São Paulo - Eleito neste domingo para o cargo de presidente municipal do PSDB paulistano, o vereador Mario Covas Neto, filho do ex-governador Mário Covas, será um dos principais operadores políticos tucanos na construção da candidatura do partido que disputará a Prefeitura em 2016. Advogado por formação, Neto disputou sua primeira eleição em 2012. "Tenho consciência que ganhei porque tenho o sobrenome dele", diz,em referência a tradição política do pai,que morreu em 2001. Antes de ser vereador, dedicou-se às corridas de automóveis na categoria stock Car. Nesta entrevista ao Estado, "Zuzinha",como é conhecido, fala sobre o racha interno no partido e as perspectivas para a disputa do ano que vem

Estado - O vereador Andrea Matarazzo, que é pré-candidato à prefeitura de São Paulo, foi visto como vitorioso com a sua eleição para o diretório. A candidatura dele é a mais forte no PSDB?

O Andrea se fortalece porque o diretório anterior era hostil a pré-candidatura dele, e não será mais. Mas isso não quer dizer que a nova gestão trabalhará à favor. É melhor para ele ter um diretório neutro do que hostil. Da mesma  forma, o José Aníbal pode perder, no raciocínio de alguns, porque tinha o diretório à favor e agora é neutro. Sobre esse prisma não tenha dúvida: houve um vencido e um vencedor.

Estado - Os mesmos dois nomes, Geraldo Alckmin e José Serra, sempre disputam a prefeitura pelo PSDB. Acha que chegou a hora de renovar?

Desde a criação do PSDB só o Fábio Feldman foi candidato uma vez, em 1992. Em todas as outras vezes foi só Serra ou Geraldo. Perdemos a oportunidade de criar novas lideranças. Por outro lado, a escolha aconteceu porque eles eram os candidatos viáveis para ganhar a eleição. O que deve acontecer em 2016 é o lançamento de uma candidatura nova.Eu digo nova no sentido de não ter concorrido ainda. Será uma candidatura construída de baixo.

Estado - Acha pouco provável que o Serra tente de novo ou o senador Aloysio Nunes se apresente?

Não creio que teremos uma candidatura que se desponte no passado. Não creio em uma candidatura do Serra. Acho que nem é o desejo dele,que está construindo uma carreira mais nacional do que local. O partido está procurando alternativas. Também não penso no Aloysio, que tem uma característica muito mais interiorana. As possibilidades estão mais centradas em quatro nomes: José Aníbal, Andrea Matarazzo, Bruno Covas e Ricardo Tripoli. Mas pode ser o Floriano Pesaro (secretario de Desenvolvimento Social).Ele é uma liderança nova.

Estado - A candidatura da senadora Marta Suplicy pelo PSB preocupa o PSDB? Aliados dizem que ela pode roubar votos dos tucanos depois que rompeu com o PT...

É possível, mas a Marta faz mais estrago no campo vermelho do que no azul. Ela vai disputar na faixa do (Fernando) Haddad. Quem concorre mais no nosso campo é o Celso Russomano (PRB).

Estado - O ex-deputado José Aníbal sempre foi aliado da família Covas, mas ontem (domingo) organizou o movimento contra sua candidatura. Como se sentiu?

Muito incomodado. Na minha eleição para vereador ele foi quem mais se esforçou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.