Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

'Quem ajudou a eleger tem que ajudar a governar', diz Pezão sobre PMDB

O governador do Rio se Janeiro afirmou ser contra a saída do partido do governo, mas defende que sigla tenha candidato próprio em 2018

Gabriela Lara, correspondente, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2015 | 17h16

PORTO ALEGRE - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse nesta quinta-feira, 19, que é contra um possível rompimento do PMDB com o governo da presidente Dilma Rousseff. "Eu acho que não tem que sair. Quem ajudou a eleger tem que ajudar a governar", disse em visita à capital gaúcha nesta quinta-feira.

Ele acrescentou que o seu partido tem responsabilidades com o País e que a legenda sempre ajudou na governabilidade. "Eu sou contra (sair do governo)", sentenciou. O governador é defensor da ideia de que o PMDB tenha candidato próprio à Presidência em 2018. O congresso do PMDB que ocorreu esta semana em Brasília foi marcado por gritos de manifestantes que pregavam o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a ascensão do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), ao poder.

Apesar das cobranças de uma ala da legenda para que o PMDB rompa com o governo, o fim da aliança com o PT ficou de fora da pauta oficial. No evento, Temer disse ser preciso "coragem para não fugir da verdadeira luta", mas fez discurso tentando equilibrar sua posição de vice com o desejo de pavimentar o afastamento do PMDB do governo.

Na passagem por Porto Alegre nesta quinta-feira, Pezão comentou o documento divulgado pelo PMDB, por meio da Fundação Ulysses Guimarães - que é o centro de estudos da sigla -, propondo saídas para a atual crise do País. Intitulado "Uma Ponte para o Futuro", o texto faz um diagnóstico do atual cenário, dizendo que o Brasil encontra-se em uma situação de grave risco, com uma profunda recessão que deve durar até 2016, juros elevados e inflação muito acima da meta que ameaça sair de controle. "Já que tem a presidência do Senado e a da Câmara, ao invés de fazer pauta-bomba o PMDB tinha que ajudar a implementar essas políticas que tiraram lá pela Fundação (Ulysses Guimarães), que ajudam o Brasil", disse Pezão.

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