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Queiroz faz tratamento no Einstein e mora no Morumbi, diz revista 'Veja'

Investigado pelo esquema de rachadinha e responsável pelo primeiro escândalo do governo Bolsonaro, ex-assessor de Flávio Bolsonaro tinha paradeiro desconhecido desde janeiro

Gabriel Wainer, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2019 | 09h50

O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e protagonista do primeiro escândalo da gestão de Jair Bolsonaro, Fabrício Queiroz, foi localizado pela reportagem da revista Veja no hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, em São Paulo, onde realiza tratamento contra um câncer no intestino. No fim de 2018, ele realizou uma cirurgia no mesmo hospital, pouco antes de estourar o escândalo da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão de reais em sua conta, como foi revelado pelo Estado. Queiroz também está morando no mesmo bairro do hospital para facilitar os deslocamentos até lá.

Apesar de ter celebrado o sucesso de uma cirurgia para retirada do tumor, dançando em um vídeo no início de janeiro, a Veja afirma que a operação não resolveu o problema, que foi agravado em função das "férias forçadas" que teria tirado para se manter longe dos holofotes nos últimos meses. Segundo a revista, um de seus amigos, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), trocou mensagens com Queiroz há alguns meses. “Ele escreveu que ainda estava baqueado”, conta o deputado.

O sumiço de Queiroz, desde janeiro deste ano, tornou popular o bordão "cadê o Queiroz?" entre políticos da oposição e nas redes sociais sempre que querem provocar o governo e seus apoiadores. Ao ser perguntado sobre o tema, o senador Flávio Bolsonaro respondeu que também gostaria de saber onde está o ex-assessor.

Apesar do sumiço, não há nenhuma ordem de prisão contra ele nem mesmo uma determinação para que deponha, por isso o ex-assessor não é considerado foragido. "Queiroz, sua mulher, suas filhas e Flávio Bolsonaro alegaram diferentes razões para não comparecer ao MP, mas nenhum deles foi denunciado à Justiça por isso. Os promotores também não chegaram a pedir a prisão temporária ou preventiva dos investigados", complementa a Veja Procurado pela revista, Queiroz não quis se pronunciar. 

O caso Coaf

No dia 6 de dezembro de 2018, o Estado revelou que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Fabrício José Carlos de Queiroz. O valor se refere ao período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. À época, ele estava registrado como assessor parlamentar  do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro – filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro. Veja aqui uma cronologia do caso.

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