Queima de livros resulta em demissões em Miguel Pereira

A queima de 200 livros na cidade serrana de Miguel Pereira causou a exoneração dos dois principais funcionários da área de educação - a secretária, professora Vânia Queiroz, e o diretor de Ensino da Secretaria, professor Valmir Bastos. Hoje, o prefeito Fernando Pontes (PSB) oficializou a saída dos dois, mas os funcionários do órgão dizem desconhecer a medida. A informação lá é de que Vânia saiu de licença e Valmir continua trabalhando normalmente, tendo inclusive dado suas aulas matutinas na Escola Municipal Vera Cruz. Os dois não foram encontrados para falar sobre o assunto. O prefeito Pontes informou que soube da queima dos livros pela imprensa, pois estava fora da cidade no início da semana, quando o fato ocorreu. Ele negou também ter demolido a biblioteca da cidade. "A questão é que o maior bem cultural da cidade, uma igreja do século XIX, ficava escondido pela antiga casa paroquial, um imóvel dos anos 50, em péssimo estado de conservação, onde ficava a antiga biblioteca. Resolvi transferí-la para um prédio novo e demoli o antigo para a igreja aparecer", justificou o prefeito. "Quanto à queima dos livros, sou contra. Abri inquérito contra os responsáveis e eles foram afastados do cargo enquanto tudo não for apurado." A queima de livros aconteceu na última segunda-feira. A secretária de Educação de Miguel Pereira e o diretor de Ensino da Secretaria decidiram desfazer-se dos livros porque eles eram obscenos e possuíam grafia errada.

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