Queda faz Dilma apelar a militantes; Serra e Marina apostam em 2º turno

A quatro dias do primeiro turno, pesquisa aponta redução da vantagem da petista e dá nova dinâmica à campanha presidencial

29 de setembro de 2010 | 03h07

A divulgação, ontem, de pesquisa Datafolha que aponta a possibilidade de segundo turno deu novo ânimo à corrida presidencial. A queda de Dilma Rousseff deixou seu comitê em estado de alerta e levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comandar uma reunião dos coordenadores da campanha do PT. Pela internet, a cúpula do partido fez um apelo para que os militantes reforcem a mobilização.

 

"Distribua nossas mensagens pela rede, acione o Twitter, combata as mentiras e os boatos", pediu em carta aberta o presidente do PT, José Eduardo Dutra. A iniciativa reflete o receio com a disseminação dos rumores de que Dilma seria a favor do aborto - o que tem corroído seus índices.

Os dois rivais diretos de Dilma seguem estratégias diferentes. José Serra (PSDB) procura evitar polêmicas, torce para que Dilma continue em queda e evita críticas a Marina Silva (PV), de olho no segundo turno. Já Marina, em alta, reduz os elogios aos governos FHC e Lula e tenta subir aumentando o tom das críticas aos adversários.

 

A quatro dias das eleições, segundo o Datafolha, a vantagem de Dilma sobre os demais candidatos caiu de sete para dois pontos. Ela está com 46% das intenções de votos, Serra aparece com 28% e Marina tem 14%. A petista teria, agora, entre 49% e 53% dos votos válidos.

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