Queda de popularidade reflete 'momento', diz Cardozo

A queda de 22,9 pontos na popularidade do governo Dilma Rousseff é observada com normalidade pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Essas pesquisas sempre registram situações de momento, são variáveis. Acabam acontecendo circunstâncias, fatos determinados por fatores mais diversos", afirmou, logo após participar de audiência pública na Comissão de Educação do Senado.

DÉBORA ÁLVARES, Agência Estado

16 de julho de 2013 | 14h13

A 114ª pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira, mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff é avaliado de forma positiva por 31,3% dos entrevistados. No último levantamento, em junho, o porcentual era de 54,2%. Ou seja, houve uma queda de 22,9 pontos nesse curto intervalo de tempo. A avaliação negativa do governo atual subiu de 9%, em junho, para 29,5% na pesquisa divulgada nesta terça-feira.

Para Cardozo, o governo tem dado respostas adequadas às exigências das ruas, após a onda de manifestações que tomou conta do País. Além disso, o ministro acredita que a presidente não foi a única atingida pelo "conjunto de acontecimentos". "É algo que devemos olhar, analisar, mas imaginar que o governo não tem dados respostas corretas nesse momento é incorrer em grave equívoco, porque a presidenta tem tomado medidas firmes, seguras, conduzindo o governo dentro do que se espera, do que se deseja", afirmou o ministro da Justiça.

A pesquisa CNT/MDA foi realizada entre 7 a 10 de julho, em 134 municípios brasileiros. O trabalho aponta também que em relação ao desempenho pessoal, o cenário é também desfavorável para Dilma. Na pesquisa anterior, ela tinha 73,75% de aprovação. Hoje, esse indicador caiu para 49,3%.

Nesta terça-feira, depois da divulgação da pesquisa, o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade (PMDB-MG), avaliou que esses dados são atribuídos às recentes manifestações, motivadas por insatisfação elevada com a qualidade dos serviços públicos, gastos com a Copa do Mundo e denúncias de corrupção. "Dificilmente ela (Dilma) vai voltar aos níveis anteriores de aprovação", afirmou.

Sobre a chegada de médicos estrangeiros para atuar nas regiões mais pobres do Brasil, 49,7% dos entrevistados são a favor e 47,4% são contra. Para Clésio Andrade, esses resultados surpreenderam devido à proximidade dos percentuais. "Isso significa que, se faltam médicos, falta saúde, mas metade da população é contra. Provavelmente a Dilma mais perdeu do que ganhou com esse processo", afirmou.

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